Monitoramento de retail media entra no Ibope; rádio mede o site
Ibope põe Amazon, Mercado Livre e Magalu no AdInsights; Katz liga 82 spots de rádio a mais de 16 mil sessões no site. Duas mídias atrás da mesma prova.
Em 26/10/2026, o monitoramento de retail media ganhou régua de instituto: o Ibope colocou Amazon Brasil, Mercado Livre e Magalu no AdInsights. No mesmo dia, a Katz Radio Group mostrou uma campanha de 82 inserções de rádio gerando mais de 16 mil sessões no site do anunciante. As duas mídias correm atrás da mesma prova.
O que rolou hoje: Ibope no varejo, Katz no site
Segundo o Meio&Mensagem, o Ibope incluiu retail media no AdInsights, sua ferramenta de monitoramento publicitário. Ela mostra quais marcas investem nos sites dos varejistas, compara a presença de cada uma e estima impressões e investimento. As campanhas saem classificadas por setor, categoria, anunciante, marca e produto.
O recorte ainda é estreito. De acordo com o Propmark, a coleta é amostral, em computadores e celulares, e deixa de fora aplicativos, campanhas externas e mídia em lojas físicas. Adriana Favaro, vice-presidente de negócios do Ibope, disse que a visão estruturada dos investimentos "ajuda o mercado a entender a evolução". Renata Herz, diretora de agências do Mercado Ads, chamou as métricas de "insumo valioso e independente".
Do lado do áudio, o tudoradio repercutiu um estudo da Katz Radio Group, empresa de publicidade em rádio dos Estados Unidos. Numa campanha do verão norte-americano de 2026, uma marca de experiências veiculou 82 inserções de 15 e 30 segundos e somou mais de 16 mil sessões no site, vindas de cerca de 10 mil visitantes. O Radio Ink detalha o funil: 1.410 visualizações de produto, mais de 100 checkouts e mais de 260 compras estimadas por modelo.
O padrão: monitoramento de retail media e prova de venda
As duas notícias respondem à mesma pergunta do anunciante: quem está investindo onde, e o que isso devolve. O retail media nasceu com dado de venda dentro de casa, mas faltava uma régua externa de quem compra o espaço. O Ibope agora entrega essa régua, estimada a partir de referências de tráfego e de preços de publicidade.
O rádio vive o problema inverso. A veiculação está no ar para quem quiser ouvir, mas a ponte até a venda costuma ficar sem número. O caso da Katz cruza o horário de cada inserção com a atividade no site, e não é isolado: em agosto de 2026, uma marca de reforma residencial nas transmissões da NFL e da NCAA somou mais de 7.600 sessões e alta de 3,1% no tráfego.
Para quem vende rádio no Brasil, a leitura é direta. O anunciante de varejo que compra Mercado Ads ou Magalu Ads vai chegar à reunião com investimento por marca e produto. A emissora que levar só audiência entra em desvantagem. O post sobre retail media e o rádio broadcast fora da conta já apontava esse gap de mensuração.
O que esperar amanhã
Segundo o Ibope, quanto mais varejistas integrados à solução, maior a profundidade das análises. Vale observar quem entra depois dos três primeiros, e se os recortes por marca chegam antes da Black Friday, quando o varejo disputa a mesma verba no rádio, como mostrou a leitura sobre saturação de anúncios na Black Friday.
Para a emissora, o dever de casa é parecido com o da Katz: cruzar o horário de cada inserção com o pico de sessões no site do cliente e levar esse número para a renovação.