voltar pro blog
Fechamento do dia3 min de leitura

Incerteza econômica: consumidor corta e varejo lidera no rádio

Katz mostra 56% dos consumidores adiando compras por incerteza econômica; varejo lidera a atenção no rádio. E 31% nem sabem das estreias do cinema.

S
por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-10-24

A incerteza econômica fez 56% dos consumidores americanos adiarem compras de maior valor, segundo pesquisa da Katz Radio Group divulgada em 23/10/2026. O mesmo estudo lista quais anúncios ainda prendem a atenção no rádio, e o varejo aparece no topo.

O que saiu nesta sexta

A Katz Analytics ouviu 1.000 consumidores nos Estados Unidos em outubro, na série Sound Answers. O resultado foi publicado pela Radio Ink e repercutido pelo tudoradio.com.

Para os próximos seis meses, 49% pretendem gastar menos com refeições fora de casa. Outros 48% vão cortar compras no varejo, e 44%, viagens. O essencial resiste: 58% não reduziriam gastos com saúde, 47% manteriam o seguro do carro e 43% priorizariam a manutenção do veículo.

Na mesma sexta, o Meio&Mensagem publicou levantamento da Casa Mundo Latam com 240 pessoas no Brasil. Para 42%, o preço do ingresso é o principal obstáculo para ir ao cinema. E 31% dizem que não sabem das estreias.

Incerteza econômica: quem corta gasto filtra o que ouve

Os dois estudos medem a mesma coisa por lados diferentes. O consumidor com orçamento apertado não para de comprar, mas filtra o que ouve e vê.

No rádio, a Katz mediu os segmentos que mais chamam a atenção. Varejo e lojas locais lideram com 39%, seguidos de fast food e refeições (38%) e turismo e companhias aéreas (25%). A publicidade no rádio teve pontuação média de 36,3, numa escala de 0 a 100, em confiança e consideração pela marca.

O argumento de verba vem da Nielsen, citada pela Katz. Na simulação de um anunciante de fast food com TV, CTV e digital, realocar 10% do orçamento para o rádio AM/FM aumentou em 20% o alcance, sem ampliar o investimento total. A Nielsen também registra que o rádio AM/FM alcança 92% dos adultos americanos ao longo de um mês.

No cinema brasileiro, o quadro é outro. O público é atraído por trailers (54%), publicidade televisiva (43%), publicações em redes sociais (35%) e mídia paga na internet (34%). O rádio não aparece na lista. Para quem vende rádio a distribuidoras, os 31% que não sabem das estreias são o problema que o meio resolve, como já mostrou o caso do lançamento de filmes no rádio.

O que levar para a próxima semana

A pesquisa da Katz é americana, e a amostra do cinema é pequena. Mas a lógica serve ao vendedor de rádio no Brasil: com o consumidor cortando gastos, a conversa com o anunciante muda de "mais mídia" para "mesma verba, mais alcance".

O alvo imediato é o varejo, que está no topo da lista da Katz. O post sobre a saturação de anúncios na Black Friday já mostrou o excesso de peças disputando o mesmo consumidor. A proposta de realocar uma fatia pequena para o rádio é mais fácil de aprovar do que pedir verba nova.

Leia também

Tirar dúvida