Publicidade em live streaming: 79% confiam mais na marca
Estudo da Magnite com 828 brasileiros põe a publicidade em live streaming em vantagem — e a Energia 97 leva o Estádio 97 à TV da N Sports.
A Magnite divulgou em 22/09/2026 o painel brasileiro do estudo "Inside the Live Experience": 76% da audiência prefere assistir conteúdo em plataformas de live streaming em comparação com a TV tradicional. No mesmo dia, a Energia 97 FM colocou o Estádio 97 na TV linear da N Sports. Os dois fatos contam a mesma história: o ao vivo virou o ativo escasso, e quem já produz ao vivo todo dia tem a mercadoria certa.
O que rolou hoje
O estudo foi conduzido pela Bounce Insights e ouviu 828 brasileiros de 18 anos ou mais que assistem a conteúdo ao vivo por streaming, segundo o Meio&Mensagem. Os recortes comerciais: 79% consideram mais confiáveis as marcas que anunciam em transmissões ao vivo, 83% as percebem como mais premium e 84% aceitam volume igual ou maior de publicidade por hora do que em conteúdo sob demanda.
O entorno do evento também rende: 61% acompanham a cobertura pré-evento, 62% ficam para a análise pós-evento e 64% usam uma segunda tela enquanto assistem. O coviewing é forte — em média, o espectador brasileiro assiste acompanhado de outras três pessoas.
Horas antes, a N Sports fechou com a Energia 97 FM a transmissão do Estádio 97, programa esportivo com 27 anos de trajetória na 97,7 FM de São Paulo. Desde 21/09/2026, ele vai ao ar de segunda a sexta, das 17h30 às 20h, em TV por assinatura e em plataformas FAST, de acordo com o Máquina do Esporte. André Barros, CEO da N Sports, explicou a lógica da compra: "Apostamos em produtos consolidados que precisam distribuir e comercializar melhor seus conteúdos nas plataformas de TV".
O padrão que está se formando
A frase de André Barros é o ponto da noite. A N Sports não comprou audiência nova: comprou um produto pronto, ao vivo, e o empacotou para outra tela. O dado da Magnite explica por que a conta fecha: se o público confia mais na marca que aparece no ao vivo e tolera mais break ali, a publicidade em live streaming vale mais por hora do que o mesmo conteúdo gravado.
Rádio opera nessa condição desde sempre, sem custo marginal de produção. A diferença está na embalagem: a Energia 97 virou programa em produto distribuível e deu ao anunciante uma segunda vitrine na mesma compra.
Para quem monta plano de mídia, a leitura prática é direta: o inventário de rádio ao vivo deixa de ser spot avulso e passa a ser faixa com duas pernas, áudio e vídeo. O número de segunda tela não é ameaça ao áudio — é o argumento para colocar a ação digital na mesma proposta.
O que esperar amanhã
Emissoras esportivas com programa consolidado são as próximas da fila: distribuição em FAST custa pouco e cria um segundo ponto de venda para o mesmo patrocinador. É o mesmo movimento que já apareceu no esporte ao vivo na TV aberta, agora saindo do dial para a tela.
Para quem faz prospecção de anunciantes, o efeito colateral é operacional: com a marca no ar em duas telas, a comprovação de veiculação precisa cobrir as duas. Quem não mostra onde o spot rodou perde a renovação.