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Mídia em rodovias: R$ 70 mi e o trajeto do ouvinte

The Led e Vex investem R$ 70 milhões em três anos para digitalizar a mídia em rodovias. O que a tela da Dutra tira do inventário de rádio.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-09-28

A mídia em rodovias ganhou um cheque de R$ 70 milhões em 28/09/2026: The Led e Vex fecharam acordo para digitalizar telas nos corredores da Rodovia Presidente Dutra, da Ponte Rio-Niterói e das praças de EcoRodovias, Motiva, Tamoios e Arteris. É verba comprando o trajeto em que o rádio sempre foi o meio de companhia.

O que The Led e Vex fecharam

Segundo o Meio&Mensagem, o acordo prevê R$ 70 milhões nos próximos três anos para digitalizar a mídia em rodovias. O propmark descreve o mesmo movimento como investimentos superiores a R$ 70 milhões e lista as frentes: corredores da EcoRodovias, Motiva, Tamoios e Arteris, além da Rodovia Presidente Dutra.

Richard Albanesi, CEO da The Led, e Alex Daniel, sócio-fundador e presidente da Vex, usam a Ponte Rio-Niterói como vitrine do modelo. O painel instalado lá em 2022 tem 40 metros de largura por sete de altura — 280 metros quadrados — numa via que registra mais de 230 mil veículos por dia.

Guarde esse número. 230 mil veículos por dia é o fluxo de um corredor só, e a Dutra liga São Paulo ao Rio.

Por que isso encosta no inventário de rádio

O carro é onde os dois meios disputam o mesmo minuto. A tela de LED pega o olho, o spot pega o ouvido. A diferença está na forma de vender: a tela de rodovia é negociada por corredor e por fluxo medido, e o rádio segue negociado por faixa horária e por praça.

Para a agência que monta plano de mídia de varejo rodoviário — posto, pneu, seguro, rede de hotel —, a escolha fica concreta já no próximo ciclo de planejamento. Quem compra a tela da Dutra chega à reunião com fluxo diário na mão. Quem vende spot na mesma faixa precisa levar evidência do mesmo tipo.

A disputa não é nova. Em agosto, a verba local do rádio no interior já aparecia pressionada pela expansão de telas. O acordo desta segunda-feira empurra a pressão para o corredor interurbano, que é o território mais defensável do rádio.

O que fazer com isso amanhã

A primeira leitura é de prospecção de anunciantes. Quem assina contrato de painel na Dutra ou na Ponte Rio-Niterói é anunciante com verba de deslocamento já aprovada — e quase sempre sem plano de áudio no mesmo trecho. Isso é lead qualificado de rádio, não perda de conta.

A segunda é de defesa comercial. Emissora que vende as faixas das 7h e das 18h no eixo Rio-São Paulo precisa mostrar o que a tela não entrega: repetição dentro do mesmo deslocamento e custo por inserção. Sem isso, o comparativo vira fluxo de pedágio contra alcance mensal, e o número do pedágio é mais fácil de contar.

O que observar daqui pra frente: EcoRodovias, Motiva, Tamoios e Arteris operam concessões longas. Quando o inventário digital estiver de pé nesses corredores, a mídia rodoviária deixa de ser compra pontual e vira grade. Aí o rádio passa a disputar grade contra grade, e o inventário de rádio no eixo precisa estar documentado antes da conversa, não depois.

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