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DOOH no Centro-Oeste: R$ 20 mi em telas e o spot local

A OOH Brasil investe R$ 20 milhões em 40 telas em Brasília, Goiânia e Campo Grande. O DOOH no Centro-Oeste disputa a verba local do spot.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-10-13

O DOOH no Centro-Oeste ganhou 40 telas em 13/10/2026, e no mesmo dia a Supercell tomou a estação Sé do Metrô de São Paulo. Duas operações de mídia fora de casa anunciaram inventário novo, e nenhuma delas vende segundo. As duas compram o que o rádio vende: a praça e o trajeto.

O que rolou hoje

A OOH Brasil iniciou operação em Brasília (DF), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS). A chegada ao Centro-Oeste vem de um aporte de R$ 20 milhões na instalação de 40 ativos digitais de grandes formatos, segundo o Meio&Mensagem. A empresa escolhe os pontos por tempo de permanência, contexto urbano, perfil da audiência e visibilidade, e montou equipes locais para comercializar os espaços.

No fim da tarde, a Supercell virou a estação Sé, cruzamento das linhas Azul e Vermelha do Metrô de São Paulo, na "Sé Royale", ação dos dez anos de Clash Royale, conforme o Propmark. Assinam o projeto Raiana Magalhães, gerente de marketing LatAm da Supercell, e João Binda, diretor comercial da JCDecaux Brasil.

O que o DOOH no Centro-Oeste muda para o rádio

Os dois anúncios descrevem o mesmo produto: presença física vendida por fluxo. A OOH Brasil não fala de alcance de campanha, fala de tempo de permanência e de perfil de quem passa. A Supercell não comprou mídia de massa, comprou um corredor específico por um período. Praça e trajeto são o que o rádio AM/FM vende há décadas — a diferença é que o spot chega no carro e a tela chega na calçada.

O detalhe comercial está na última linha do anúncio: equipes locais. Quem monta time em Brasília, Goiânia e Campo Grande vai bater na porta do varejo, da incorporadora e da faculdade — as contas que sustentam a verba local das emissoras. O anunciante que fechar 12 meses de tela não aparece em carteira nenhuma de quem vende spot, porque não passou pela emissora.

O movimento repete a mídia em rodovias de 28/09/2026 e a expansão da Jovem Pan em TV aberta de 09/10/2026: inventário novo nasce fora do eixo Rio-São Paulo, vendido por quem está na rua.

O que esperar amanhã

As 40 telas vão precisar de anunciante local, e a primeira campanha diz mais que o release. Olho em quem assina as estreias: se for a rede de varejo que já tem spot no ar, houve divisão de verba; se for marca que nunca comprou rádio na praça, o inventário de rádio local ganhou concorrente com time de rua.

Para quem vende mídia nessas capitais, a tarefa de amanhã é chata e decisiva: saber quem já anuncia na praça antes de o vizinho de calçada chegar com proposta. Prospecção de anunciantes em plano de mídia regional se ganha com nome e horário na mão, não com argumento de cobertura.

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