Mídia fora de casa: 800 telas, ESG e corrida de rua
Favretto entra no Pacto Global, a B.drops vende corrida de rua e a Eletromidia soma 90 mil faces: a mídia fora de casa chegou ao pitch com dossiê.
Em 28/08/2026, a Favretto Mídia Exterior aderiu ao Pacto Global da ONU e a B.drops abriu uma vertical para vender corrida de rua a anunciante. Dois anúncios pequenos no mesmo dia, um recado só: a mídia fora de casa parou de se vender como cartaz e passou a se vender como inventário com métrica, relatório e data marcada.
O que rolou hoje
A Favretto Mídia Exterior, por meio da BIOOH Projetos Sustentáveis, é a primeira companhia de mídia OOH do Sul do Brasil a integrar o Pacto Global da ONU. Junto veio o primeiro Relatório de Sustentabilidade da casa, com ano-base 2025 e diagnóstico que mapeou 10 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os números são físicos: mais de 3,7 toneladas de lonas viraram materiais urbanos desde 2022 e 23 placas solares foram instaladas em quatro pontos até 2025. Juracy Favretto (CEO e sócio-fundador) e Janete Favretto (sócia-diretora) assinam a agenda ESG.
Horas antes, a B.drops — que opera mídia em academias, salões de beleza e barbearias — anunciou o Run Drops, vertical que vende patrocínio de corrida de rua, mídia dentro das academias e ativação no dia do evento. O primeiro caso já rodou: a Flanax, da Bayer, esteve na Smart Fit Run de Salvador em agosto com mídia e quick massage, e confirmou presença em São Paulo em outubro.
O padrão que está se formando
Os dois anúncios caem numa semana em que a Eletromidia publicou balanço: R$ 1,75 bilhão de receita bruta em 2025, alta de 30% sobre 2024, com 90 mil faces em 250 cidades e 60 milhões de pessoas únicas por mês, segundo a propmark. Em 27/08, a MRV colocou uma homenagem a corretores em 800 telas de DOOH em 18 cidades, criação da YouDare.
Some as quatro notícias e aparece a mesma resposta à pergunta do comprador: o que levar ao comitê para justificar verba fora da tela. Escala em faces, alcance declarado por mês, credencial ESG auditável e evento com data no calendário — o vocabulário que o digital ensinou o anunciante a exigir, agora aplicado ao inventário de rua.
Para quem vende rádio, o recado é direto. A verba local que financia spot de varejo é a mesma que compra tela de esquina e patrocínio de corrida. Rádio entrega alcance e frequência que painel de elevador não alcança, mas chega à mesa com dossiê mais fino: a mídia fora de casa já padronizou face, praça e foto datada.
O que fazer com isso
Ao montar plano de mídia de setembro, separe duas coisas que vêm coladas na proposta: cobertura (quantas pessoas) e prova (o que foi ao ar, quando). O OOH resolveu a primeira com face e a segunda com registro fotográfico. Em áudio, a prova ainda depende do mapa de veiculação — vale revisar o passo a passo de comprovação de veiculação em rádio.
Na prospecção de anunciantes, o sinal é operacional: marca que já confirmou corrida de rua em outubro, como a Flanax, está fechando verba de fim de ano agora. Quem aparece em setembro com proposta de rádio para o mesmo público chega no ciclo certo.