Mídia em ônibus: C2R Maely mira 1 milhão de pessoas por dia
A C2R Maely SP já está em mais de 700 ônibus e mira mil até 2027. Educação e saúde lideram a carteira: a mesma verba de trajeto que o rádio disputa.
A mídia em ônibus de São Paulo quer deixar de ser lateral de veículo. A C2R Maely SP diz estar em mais de 700 ônibus e mira 1 milhão de pessoas por dia até 2027, segundo entrevista ao Propmark publicada em 29/10/2026.
Contexto: de 220 veículos a mais de 700
Em 07/11/2025, a empresa contava 480 telas em 220 veículos na capital. O alcance declarado era de 1,5 milhão de pessoas por semana. A operação paulistana tinha seis meses de vida.
Um ano depois, o número é outro. Ricardo Cabianca, cofundador e diretor de marketing da C2R Maely SP, disse ao Propmark que a rede está em mais de 700 ônibus, com mais de 2 mil faces. A meta é superar mil ônibus até 2027.
O que mudou agora: o ônibus como ambiente
O discurso mudou junto com a frota. Para Cabianca, "o ônibus não é apenas um meio de transporte, mas um ambiente de comunicação". O argumento é a rotina: o veículo está inserido no dia a dia das pessoas e percorre diferentes regiões da cidade.
A empresa também vende a ponte com o celular. O ônibus passa pelos pontos de contato da mídia na cidade enquanto o passageiro usa o telefone. E a métrica mudou de unidade: a meta agora é diária, não semanal.
Há um freio declarado. "Não acreditamos que impacto seja sinônimo de excesso de comunicação", disse o executivo. A ideia é dividir a tela com notícia patrocinada e conteúdo de utilidade pública.
Implicação para quem vende rádio em São Paulo
A carteira citada é o dado mais útil da entrevista. Em educação, a empresa lista Uninove, São Judas, Cruzeiro do Sul, Uniasselvi e Unisa. Em saúde, MedSênior, Campana e Doutor Consulta.
São anunciantes que compram audiência em deslocamento, na faixa da ida ao trabalho e à aula. É o mesmo público que o rádio vende no trânsito. Para o executivo comercial de emissora, a lista é prospecção pronta: a verba de trajeto já existe, e alguém já está disputando por ela.
O argumento de venda também conversa com o rádio. Rotina, frequência e território são as palavras que o meio usa há décadas. Quem chega com o plano de faixa horária ao lado do plano de frota mostra complemento, não substituição.
O que observar daqui pra frente
Vale acompanhar se a meta de mil ônibus sai do papel e se o alcance diário ganha auditoria. A mídia exterior em São Paulo já vinha de outros movimentos, como a chegada da Focus Media com telas de elevador. A disputa pela verba local de trajeto fica mais cheia em 2027.