Maiores anunciantes do mundo: Alibaba lidera, mas não no Brasil
Alibaba passou a Amazon no ranking do Ad Age com US$ 30,2 bi em 2025. No Brasil, caiu para 142º. O que isso muda para quem vende mídia e prospecta verba.
O ranking dos maiores anunciantes do mundo do Ad Age tem novo líder: o Alibaba, com US$ 30,2 bilhões investidos em 2025. No Brasil, o mesmo grupo caiu para a 142ª posição, com R$ 95,2 milhões.
O que aconteceu
O Relatório de Marcas de 2026 do Ad Age pôs fim a quatro anos de Amazon no topo. O Alibaba investiu US$ 30,2 bilhões, alta de 91,7%, e a Amazon ficou em segundo, com US$ 23,5 bilhões. PDD Holdings (dona da Temu), L'Oréal e Procter & Gamble completam o top 5, segundo o Meio&Mensagem.
A lista dos 50 maiores somou cerca de US$ 326,2 bilhões, alta de 12,7%. Foram 37 empresas aumentando a verba e 13 cortando. Alibaba, JD.com e PDD responderam juntas por US$ 21 bilhões de aumento, ou 57% da lista, conforme a tabela completa publicada pelo M&M. Do outro lado, a Unilever cortou 9,7% e a PepsiCo, 12,8%.
Por que importa para quem vende mídia no Brasil
O ranking global não se repete aqui. Nesta terça (20/10), o Meio&Mensagem cruzou os dois rankings: a Amazon manteve o 4º lugar entre os 300 maiores anunciantes do Brasil em 2025, com R$ 1,13 bilhão e alta de 13%. O Alibaba fez o caminho oposto e saiu da 125ª posição para a 142ª, com queda de 12% na verba local.
A leitura para o executivo comercial é direta. Tamanho global não é pauta de prospecção. O que paga o plano de mídia no Brasil é a operação local que decidiu disputar o consumidor daqui. O comércio eletrônico chinês concentra o crescimento da lista mundial, mas a verba dele no país ainda é pequena perto da Amazon.
Olho aberto para hoje
Os marketplaces entram agora na reta das datas duplas e da Black Friday. Antes de montar a lista da semana, cruze o ranking dos maiores anunciantes do mundo com quem de fato anuncia na sua praça. Para medir o peso da verba de cada país, vale reler a conta do investimento publicitário por habitante.