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Como prospectar anunciantes de varejo para rádio em 2026

Supermercados e atacado lideram a verba de rádio no Brasil. Veja como montar a lista de prospecção de anunciantes de varejo com dado real.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-09-03

Prospectar anunciantes de varejo para rádio começa pela lista de quem já compra o meio: supermercados e atacado respondem por 10,8% do investimento publicitário em rádio no Brasil, a maior fatia entre os setores. O caminho é mapear as marcas ativas na sua praça, achar o decisor e levar dado de veiculação para a mesa.

Por que o varejo sustenta a verba de rádio

No levantamento Rádio 3.0, da ABERT, com dados de Kantar IBOPE Media / Inside Audio 2025, supermercados e atacado ficam em primeiro entre os setores anunciantes, com 10,8% de share, à frente de ensino (6,9%) e saúde (6,6%). Lojas de departamento somam outros 2,9%.

A contagem de inserções conta a mesma história. Nos dados abertos do SPYADS sobre quem anuncia no rádio, em janela móvel de 30 dias, o varejo soma 56.242 inserções e 918 anunciantes ativos — 17% das inserções entre os setores já classificados.

O número que interessa ao comercial não é o share, é a densidade: cerca de 61 inserções por anunciante em 30 dias. Só entretenimento tem base maior de empresas ativas (1.124), e com menos inserções cada (50). Varejo junta muitos compradores e compra recorrente — o perfil que sustenta contrato, não campanha avulsa.

Quem já compra rádio no varejo hoje

MarcaInserções em 30 dias
Atacadão4.203
Casas Bahia2.705
Mercado Livre2.028
Rede Economia1.994
Supermercados Guanabara1.865

O Atacadão é o maior anunciante privado do ranking geral. O padrão de compra se divide em dois: as redes nacionais espalham inserções por várias praças, as regionais concentram volume alto em poucas cidades. São dois interlocutores — verba central com agência no meio, verba local decidida na própria rede.

Como montar a lista de prospecção

A prospecção de anunciantes de varejo rende mais quando parte de quem já tem verba aprovada para rádio. Quatro passos:

  1. Puxe o inventário da concorrência. Quem anuncia na emissora rival já comprou o meio, já aprovou spot e tem preço de referência. O ranking das marcas que mais anunciam no rádio é o ponto de partida.
  2. Separe nacional de regional. Rede nacional passa por agência e por ciclo de planejamento; rede regional decide na diretoria comercial, em prazo curto.
  3. Priorize recorrência, não tamanho. Anunciante presente em todas as semanas do mês vale mais que um pico isolado de campanha.
  4. Transforme marca em contato. O nome da empresa só vira reunião com o decisor certo; a rota está em leads de anunciantes de rádio.

O que levar na primeira conversa

Varejo compra frequência e prova. Leve três coisas: o share of voice da marca contra o concorrente direto na praça, o período exato em que ela esteve no ar e o buraco de grade que a sua emissora cobre e a rival não.

Ainda segundo o material da ABERT, o rádio captou R$ 1,108 bilhão em 2025 pelo Cenp-Meios, alta de 5,83% sobre 2024 — e essa série não computa a venda direta das emissoras, que no varejo local costuma ser a maior fatia do faturamento.

Para o recorte por cidade, comece por quem anuncia no rádio em São Paulo; o monitoramento de anúncios em rádio acompanha entrada e saída de marcas semana a semana. O mapa por vertical está no guia sobre setores que mais anunciam no rádio.

Como manter a carteira depois da primeira venda

Varejo troca de fornecedor rápido e revisa verba a cada trimestre. A carteira de anunciantes se defende com relatório de veiculação no fim de cada flight e comparação de presença contra o concorrente — o mesmo dado que abriu a porta serve para renovar o contrato. Sem esse retorno, o plano de mídia do cliente encolhe no rádio na primeira revisão de orçamento.

A SPYADS monitora as principais rádios de São Paulo 24/7 e mostra quais marcas de varejo estão no ar, com que frequência e em qual emissora.

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