Anunciantes de material de construção: Tigre lidera nas favelas
Tracking das Favelas põe Tigre, Coral e Suvinil no topo. O que os anunciantes de material de construção valem no plano de mídia de rádio.
Os anunciantes de material de construção ganharam nesta sexta-feira (11/09/2026) um mapa de preferência nas favelas brasileiras. O Tracking das Favelas, da NÓS – Novo Outdoor Social, aponta Tigre, Coral, Suvinil, Votorantim e Deca no topo do setor, segundo o Meio&Mensagem. O ranking importa menos que a leitura comercial: a preferência já está formada num público que o plano de mídia de rádio popular entrega todo dia.
O que a pesquisa mediu
O Tracking das Favelas ouve 800 pessoas que vivem em favelas, com controle de cotas de gênero e idade. A margem de erro é de 3,5%, com 95% de intervalo de confiança. Em tubos e conexões, a Tigre marcou 49,7% no atributo "eu confio" e 51,4% em "tem qualidade".
Em tintas, a Coral registrou 41,3% de confiança contra 37,6% da Suvinil. No cimento, a Votorantim aparece com 20,3% em qualidade; em louças e revestimentos, a Deca soma 21,6% no mesmo atributo.
O estudo separa duas situações. A Tigre é descrita como "a marca mais completa do funil, combinando forte awareness, compra, preferência, intenção e o maior NPS do conjunto". Já a "Coral chega com maior intenção e preferência, enquanto Suvinil mantém lealdade ligeiramente superior" — disputa aberta, não posição consolidada.
Por que o consumo nas favelas vira pauta comercial
A NÓS trabalha com uma base de 17 milhões de pessoas em favelas e periferias, 13 mil favelas mapeadas no Brasil e 260 mil comércios com CNPJ nesses territórios. É audiência concentrada em bairro, não em CEP nobre — o mesmo recorte que a FM popular entrega por praça.
Material de construção é venda de proximidade: o morador compra no depósito da esquina e a indústria costuma bancar parte da mídia do varejista. Com a confiança concentrada em poucas marcas, a conversa sai de "fazer a marca ser conhecida" e vai para "estar no ar na semana em que a obra começa".
O que fazer com o dado na segunda-feira
Para a emissora, o movimento prático é montar a prospecção de anunciantes em dois níveis. O primeiro é a indústria — Tigre, Coral, Suvinil, Votorantim e Deca. O segundo é a rede regional de depósitos e home centers que carrega essas marcas: decide mais rápido, costuma ter verba cooperada e compra praça, não país.
No mídia kit, o número que convence não é o ranking, e sim o perfil: quantos ouvintes da praça moram nesses bairros e em que faixa horária ligam o rádio. O caminho é o mesmo de outras verticais — vale reler como prospectar anunciantes de varejo para rádio.
O que observar daqui pra frente
A NÓS roda dez categorias e abre uma nova a cada três meses. Quem quiser antecipar a próxima janela comercial deve acompanhar qual vertical entra no lugar de construção — e chegar ao anunciante antes de o release virar pauta.