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Radar da manhã2 min de leitura

Escola de Mídia nasce para cobrar transparência na programática

Associação de Rodrigo Lobato, ex-Adlook, mira fraude em anúncios e transparência na mídia programática. O rádio deve sentir a régua da comprovação.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-10-30

A Escola de Mídia chegou ao mercado nesta sexta, 30/10/2026, como associação sem fins lucrativos para capacitar quem compra e vende mídia programática. O fundador é Rodrigo Lobato, ex-VP da Adlook Brasil, segundo o Meio&Mensagem.

O que é a Escola de Mídia

Três pautas guiam a entidade: fraude em anúncios, combate à desinformação e transparência. A primeira missão declarada é proteger e impulsionar a mídia programática.

O conselho tem uma cadeira por categoria do mercado. O site oficial lista DSP, SSP, trading desk, verificador, agências, anunciantes e publishers. Segundo o Meio&Mensagem, a cadeira de Data & Analytics segue em aberto.

O modelo de financiamento foi desenhado para não depender de fornecedores de tecnologia. A associação também faz qualificação técnica dos associados e oferece treinamentos para empresas.

Por que a transparência na programática importa

O manifesto da entidade afirma que a fraude consome até 30% do volume total de investimentos. O texto atribui o número a "estimativas" e não diz de onde ele vem. Serve como alerta, não como dado de planejamento.

O diagnóstico mais útil está na pauta de transparência. Sem ver o custo real e o posicionamento do anúncio, diz o site, não há auditoria e a otimização fica cega. É a pergunta que todo anunciante faz a qualquer meio: onde a peça rodou e quanto custou de fato.

No rádio, a pergunta muda de forma. O pedido de inserção já fixa emissora, faixa e horário. O ponto cego é a comprovação: saber se o spot foi ao ar como comprado e quem ocupou o mesmo intervalo.

Olho aberto para hoje

Para quem planeja, a novidade é uma entidade técnica que tenta separar formação de venda de tecnologia. Vale acompanhar o primeiro material publicado e quem assume a cadeira vaga.

Para quem vende rádio, o recado é de régua. O planejador que se acostuma a pedir prova de entrega no digital vai pedir o mesmo à emissora. A disputa de verba entre os dois já aparece no painel do áudio programático, e a conversa sobre comprovação tende a chegar à mesa de mídia junto com o plano de 2027.

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