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Proposta comercial de rádio: como montar em 2026

Guia para montar uma proposta comercial de rádio em 2026: os cinco blocos que o anunciante lê, com dado real de quem já compra o meio.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-09-14

Uma proposta comercial de rádio fecha quando prova três coisas antes de falar de preço: que o setor do anunciante já investe no meio, que os concorrentes diretos dele estão no ar naquela praça e que o inventário oferecido cobre esse espaço. Tabela sem evidência é só mais um PDF.

Proposta não é mídia kit

O mídia kit descreve a emissora e serve para qualquer interlocutor — por isso não fecha nenhum. A proposta comercial de rádio responde a um anunciante específico: por que ele, por que agora, contra quem. O mídia kit de rádio é a base; a proposta é a camada seguinte. Cinco blocos, quatro páginas, nesta ordem.

Bloco 1 — a verba do setor já existe

O primeiro parágrafo não fala da emissora, fala do mercado do prospect. O ranking público de marcas que mais anunciam no rádio registrou 642.709 inserções de 39.013 anunciantes nos últimos 30 dias. Por setor, entretenimento responde por 16% das inserções, varejo por 16%, automotivo por 11% e financeiro por 9%. No topo aparecem Atacadão (4.307 inserções), Claro (3.078), PicPay (3.036) e Casas Bahia (2.400) — a categoria do seu prospect provavelmente compra rádio todo mês, em volume declarado.

O estudo Rádio 3.0, da ABERT, de 01 de junho de 2026, aponta que 99 dos 100 maiores anunciantes do Brasil já utilizaram o rádio (Kantar IBOPE Media / Inside Audio) e que o meio alcança 79% da população nas 13 regiões metropolitanas monitoradas, com 81% de credibilidade — a maior entre os meios.

Bloco 2 — o concorrente dele, com nome

Aqui a proposta deixa de ser genérica. Liste os concorrentes diretos do prospect que estão anunciando na praça, em que emissoras e em que volume. É o share of voice do setor em três colunas: marca, emissoras, inserções no mês.

Duas conclusões saem sozinhas dali. Se o concorrente está no ar e o prospect não, há espaço a ocupar. Se ninguém do setor está, o custo de entrada é menor. O monitoramento de anúncios em rádio transforma essa página em fato verificável, não em impressão de vendedor.

Bloco 3 — o inventário de rádio que resolve o gap

Só agora entra a emissora. Proponha faixa, formato e volume amarrados ao problema do bloco 2 — não o pacote padrão. O inventário de rádio ofertado precisa de justificativa de pressão: quantas inserções por dia, por quantas semanas, em quais faixas. O critério está em quantas inserções de rádio fazer por campanha. Oferecer "30 inserções mensais" sem dizer em que faixa é pedir ao anunciante que adivinhe o próprio resultado.

Bloco 4 — como você vai provar a entrega

O anunciante mal atendido antes tem uma objeção pronta: como sei que foi ao ar? Antecipe — descreva o relatório, a periodicidade e o que entra nele. A comprovação de veiculação vira diferencial comercial porque boa parte do mercado ainda entrega mapa de programação no lugar do registro do que foi veiculado.

Bloco 5 — preço, e só agora

Com os quatro blocos em pé, a tabela vira consequência, não assunto. Os critérios de formação de valor estão em tabela de preços de rádio. Feche com duas opções de escopo, nunca três, e com data de validade — proposta sem prazo não cria decisão.

O erro que anula tudo: disparar a mesma proposta para a carteira inteira

Proposta é documento de um alvo. A etapa cara — descobrir quem tem verba de rádio ativa — já está resolvida por dado público: a lista de anunciantes ativos mostra quem está no ar agora. A prospecção de anunciantes vira triagem, e cada proposta comercial de rádio sai com os blocos 1 e 2 preenchidos por dado.

Uma carteira de anunciantes montada assim envelhece melhor: quem entrou porque viu o concorrente no ar renova quando o relatório mostra a posição invertida — o raciocínio de um bom plano de mídia, aplicado do lado de quem vende.

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