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Tabela de preços de rádio: como precificar o spot em 2026

Como montar uma tabela de preços de rádio em 2026: faixa horária, formato, volume, desconto de agência e o dado de demanda que sustenta o valor do spot.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-08-10

Uma tabela de preços de rádio é a lista de valores por inserção da emissora, organizada por faixa horária, formato e volume. Ela é ponto de partida da negociação, não preço final: sobre ela incidem o desconto padrão de agência e os abatimentos por prazo e frequência.

O que entra numa tabela de preços de rádio

Quatro variáveis definem o valor da inserção, e elas se combinam — não se somam.

Faixa horária. Manhã e fim de tarde carregam o pico de audiência do meio e sustentam o maior valor. Madrugada existe para pacote, não para tabela cheia.

Formato. O spot de 30 segundos é a unidade de referência. O de 15 raramente vale metade dele — costuma ficar entre 60% e 70%, porque o custo de operar a grade é o mesmo. Testemunhal do locutor, patrocínio de quadro e citação em bloco são produtos distintos, com preço próprio, e é aí que a receita cresce sem inflar a grade.

Volume. A escadinha por quantidade de inserções no mês é o desconto legítimo: premia quem compra mais, não quem negocia melhor.

Prazo. Contrato anual vale abatimento que o avulso não vale. Previsibilidade de receita tem preço.

Quem só pergunta quanto cobrar por um spot resolve uma linha da tabela. O faturamento sai da combinação das quatro.

Tabela de balcão não é preço praticado

O valor da tabela é bruto. As Normas-Padrão da atividade publicitária preveem o "desconto padrão de agência" na compra intermediada por agência certificada — o Cenp mantém um canal de esclarecimento sobre a regra. Tabela montada olhando o líquido já nasce curta.

Monte na ordem inversa: defina o líquido-alvo por faixa horária, reconstitua o bruto e só então publique. Quem descobre isso no fechamento acaba compensando com desconto de balcão — o desconto sem contrapartida, único que corrói margem de forma permanente.

O dado de demanda que sustenta o número

Preço se defende com evidência de demanda. O levantamento público do SPYADS sobre quem anuncia no rádio mostra, em janela móvel de 30 dias, quanto cada setor concentra de inserções e quantas empresas estão ativas nele.

SetorFatia das inserçõesAnunciantesInserções por anunciante
Entretenimento19%2.03137
Varejo18%1.62344
Automotivo13%94153
Educação7%47057
Financeiro6%39261
Telecom2%69129

A última coluna é a que importa na hora de precificar. Telecom tem a menor fatia do meio e a maior densidade: 69 empresas ativas comprando cerca de 129 inserções cada, com Tim (3.481) e Claro (3.329) no topo. É mercado de contrato longo, escadinha profunda e decisão centralizada em agência.

Entretenimento é o oposto: mais de dois mil anunciantes com 37 inserções em média. Ali a tabela precisa ser simples e o pacote fechado, porque o volume vem da quantidade de contratos, não do tamanho de cada um. Varejo fica no meio, com compra recorrente — Atacadão (5.160 inserções) e Casas Bahia (3.851).

Nenhuma dessas marcas precisa ser convencida de que rádio funciona. Elas já compram; falta mostrar por que a sua grade entra no plano de mídia delas.

Como negociar sem baixar o preço

Troque desconto por contrapartida: volume, prazo, exclusividade de categoria no quadro, antecipação de pagamento. Simpatia com o comprador, não.

A prova de veiculação é o segundo argumento de preço, e o mais subestimado. Relatório com data, horário e íntegra do que foi ao ar transforma inserção em entrega auditável — e quem entrega auditoria não compete só por CPM. O monitoramento de anúncios em rádio mostra ainda o que a concorrência vendeu na mesma praça, o que sustenta sua faixa nobre com dado externo.

Na prospecção de anunciantes, o caminho curto parte de quem já tem verba aprovada no meio: comece pelo recorte de cidade em quem anuncia no rádio em São Paulo e vire a marca em contato pela rota de leads de anunciantes de rádio.

O que revisar a cada trimestre

Mudam rápido a sazonalidade (educação sobe em janeiro e julho, varejo no quarto trimestre), a entrada e saída de anunciantes pesados no seu setor-âncora e o preço praticado pela emissora vizinha. Compare sempre a mesma janela de 30 dias, mês fechado contra mês fechado.

Tabela congelada por dois anos não é estabilidade: é desconto disfarçado, cobrado da sua margem pela inflação. O outro lado do balcão está em quanto custa anunciar no rádio; o argumento comercial completo, em como aumentar o faturamento de rádio.

A SPYADS monitora as principais rádios de São Paulo 24/7 e mostra quais marcas estão no ar, em que setor e com que frequência.

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