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Mercado global de áudio: rádio cai, online cresce 9,9%

A WARC Media projeta US$ 41,9 bilhões em áudio em 2026: o rádio tradicional recua 1,9% e o áudio online sobe 9,9%. O que separa as curvas é prova de venda.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-10-09

A sexta-feira fechou com o recorte que o rádio esperava do novo estudo da WARC Media: o mercado global de áudio deve movimentar US$ 41,9 bilhões em 2026, alta de 2,5%. Dentro desse total, o rádio tradicional cai 1,9% e o áudio online sobe 9,9%. A notícia do dia não é a queda — é o que explica a distância entre as duas curvas.

Os dois lados da mesma verba

O Global Ad Spend Forecast Q3 2026 da WARC Media projeta US$ 25,3 bilhões para o rádio tradicional neste ano, queda de 1,9%, e US$ 16,6 bilhões para o áudio online, alta de 9,9%. Os números foram reportados em 09/10/2026 pelo tudoradio.com e, no dia anterior, pelo Radio Ink. Para 2027 a tesoura abre mais: o rádio recua outros 3% e o áudio online avança 7,5%.

O investimento publicitário global vai a US$ 1,34 trilhão em 2026, alta de 11,9%, segundo o Propmark, e o rádio responde por 1,9% desse total. Redes sociais (US$ 394,6 bilhões), busca (US$ 295,7 bilhões) e retail media (US$ 202,1 bilhões) concentram 66,4% da verba mundial. O recorte por país do mesmo estudo está em investimento publicitário global.

O que os três maiores têm em comum

Social, busca e retail media não crescem por criatividade. Crescem porque entregam atribuição: o anunciante vê exposição, clique e venda no mesmo relatório, e o plano de mídia seguinte nasce dali. O áudio sempre teve o alcance, mas entregava alcance — não venda.

É justamente nesse ponto que o meio se mexeu, no mesmo dia. A iHeartMedia passou a ligar exposição em rádio, streaming e podcast a vendas, downloads de aplicativo e visitas à loja, com indicadores de intenção de compra, tráfego em site e retorno sobre investimento, segundo o tudoradio.com. A companhia descreve o uso de dados de localização e de transação em seu material para anunciantes.

Vale o cuidado de sempre: quem vende medição é parte interessada no resultado dela. Mas a direção pesa mais que o fornecedor. Se a verba vai para o meio que prova conversão, o áudio só vira a curva de 2027 com a mesma régua na mão.

O que o vendedor da praça faz com isso

Para quem vende inventário de rádio no Brasil, a leitura prática é curta: a verba não sai da praça por falta de audiência, sai por falta de prova. O encontro "Rádio e Mercado em Sintonia – Triângulo Mineiro", que a AMIRT promove em 05/11/2026 em Uberlândia (MG), põe esse nome na mesa — a palestra de Fernando Morgado se chama "A Força do Rádio: Mídia de Resultados", segundo o tudoradio.com.

Na prática, muda quem chega à reunião com o quê. Quem leva quais marcas estão no ar, em qual emissora e em qual horário, negocia com dado; quem leva só alcance negocia com promessa. O número de audiência do meio já está em consumo de áudio — o que falta no balcão é o histórico de quem já comprou spot ali.

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