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Movimento do mercado2 min de leitura

Campanha de Natal: Kopenhagen põe 60% a mais em mídia

A Kopenhagen amplia em 60% a verba da campanha de Natal 2026, com streaming, OOH e influenciadores. Para o rádio, a janela é dezembro, depois da Black Friday.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-11-05

A Kopenhagen vai investir 60% a mais em mídia na campanha de Natal de 2026 do que em 2025, segundo o Propmark nesta quinta, 05/11. A meta é elevar o faturamento no Brasil em mais de 15%. A verba vai para streaming, OOH, digital e influenciadores. O rádio não aparece no plano divulgado.

O que a Kopenhagen anunciou

É a maior campanha publicitária sazonal da marca, assinada pela WMcCann com o conceito "O melhor pedaço do ano". O filme principal mostra a relação entre uma criança e a mãe, com o panetone como elemento recorrente. Patricia Nacamuta, diretora de estratégia e marca da Kopenhagen, diz que a marca quer "celebrar os vínculos e os pequenos gestos que aproximam as pessoas". Guilherme Aché, diretor executivo de criação da WMcCann, resume: "Natal é sobre conexões. E também sobre panetones".

O plano de mídia tem Pause Ads no streaming, associados ao catálogo de filmes natalinos. Somam-se mídia exterior, formatos digitais e redes sociais com Enzo Celulari, Mariana Goldfarb e Dani Soomin, além de ações experienciais. Calendário do Advento e kits presenteáveis puxam o portfólio.

Por que o calendário importa mais que o filme

A Mercado&Consumo detalha o desenho em duas fases. Primeiro, a campanha usa a Black Friday para antecipar a compra de presentes. Depois, o foco passa aos panetones e às edições especiais. Os lançamentos representam 30% do portfólio de Natal.

A sazonalidade explica a aposta. Segundo a mesma reportagem, as festas de fim de ano e a Páscoa respondem por cerca de um terço do faturamento anual da marca. Com mais de 300 itens no portfólio, a Kopenhagen precisa empurrar o consumidor até a loja física num período curto.

A escolha do Pause Ads é de contexto: a marca aparece quando o público já está no clima natalino. É a mesma lógica da saturação de anúncios na Black Friday, em que o espaço disputado encarece o contato e premia quem acha o momento certo.

O que fazer com isso

Para quem vende rádio, a segunda fase é a janela. Depois da Black Friday, a mensagem deixa de ser desconto e vira presente, panetone e loja aberta perto de casa. Esse recado é local e pede frequência na semana da compra, o terreno do spot de praça.

O argumento comercial não é disputar o filme. É oferecer a programação de dezembro como reforço de lembrança nos dias em que o consumidor decide onde comprar o chocolate fino. Quem chega à marca com plano por praça antes do fim de novembro conversa enquanto a verba ainda está aberta.

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