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Movimento do mercado3 min read

Publicidade de bets: 60% do Brasileirão e R$ 2,9 bi em mídia

Treze casas de apostas assinam 60% dos patrocínios máster da Série A e 15 bets somam R$ 2,9 bi em mídia. O que a concentração muda no rádio.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-07-28

A Sportingbet estreou no uniforme do Vasco da Gama em 25/07/2026 e levou as casas de apostas a 13 dos 20 patrocínios máster da Série A — 60% do Brasileirão. No ranking dos 300 maiores anunciantes de 2025, 15 bets somam mais de R$ 2,9 bilhões em compra de mídia.

A categoria que virou âncora do inventário esportivo

Segundo o Meio&Mensagem, o acordo do Vasco elevou de 12 para 13 o número de camisas da Série A com bet no peito. É a maior fatia já ocupada por uma única categoria no ativo mais visível do futebol brasileiro.

O dado de mídia vem do mesmo levantamento. O ranking dos 300 maiores anunciantes de 2025, publicado em 25/05/2026 com números do Ibope Advertising Intelligence, traz 15 casas de apostas — quatro delas estreando na lista. A Kaizen Gaming, dona da Betano, aparece na 17ª posição.

O que mudou agora

A publicidade de bets deixou de ser evento de temporada. Na Copa do Mundo, sete casas de apostas entraram como patrocinadoras de transmissão: três na CazéTV (Bet365, Betnacional e KTO), três na Globo (Superbet, BetMGM e Betano) e uma no SBT/N Sports (Esportes da Sorte).

O contrato do Vasco também não é peça isolada. A Sportingbet já patrocina o Palmeiras e a Conmebol Libertadores. "Vai muito além de uma marca estampada no uniforme", disse Pedrinho, presidente do Vasco da Gama, ao anunciar o acordo.

Implicação pra quem vende e planeja rádio

Concentração é faca de dois gumes. Para a emissora que vive de conteúdo esportivo, uma categoria com R$ 2,9 bilhões em caixa publicitário é o comprador mais previsível do calendário — e o que fecha cota de jogo sem pedir desconto de última hora.

Para o plano de mídia, o risco é o inverso: quando 60% do patrocínio máster de uma liga inteira vem do mesmo setor, qualquer freada dessa categoria atinge várias praças ao mesmo tempo. Diversificar o mix de anunciantes deixa de ser boa prática e vira gestão de risco.

Na prática, o planejador precisa saber quais bets estão de fato no ar em cada praça — e quais marcas de outros setores ocuparam o espaço que sobrou. Sem isso, o rateio de verba vira palpite.

O que observar daqui pra frente

Duas coisas. Primeira: se as quatro estreantes do ranking sustentam o ritmo de compra fora da janela do futebol. Segunda: se a disputa por inventário esportivo empurra anunciantes de varejo para blocos fora do horário de jogo. Quem acompanha quem anuncia no rádio praça por praça enxerga esse deslocamento antes de ele virar linha em relatório trimestral.

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