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Movimento do mercado2 min de leitura

McDonald's deixa a Fifa e põe em xeque o patrocínio da Copa

O McDonald's encerra o patrocínio da Copa do Mundo após 32 anos. A campanha de 2026 ficou abaixo do esperado e a lembrança de marca caiu no Brasil.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-10-26

O McDonald's vai encerrar o patrocínio da Copa do Mundo da Fifa, parceria mantida desde 1994, segundo o Meio&Mensagem em 26/10/2026. A justificativa veio do próprio caixa: a campanha da Copa de 2026 ficou aquém das expectativas.

Patrocínio da Copa do Mundo: 32 anos e uma conta que não fechou

A parceria começou na Copa de 1994, nos Estados Unidos. A última renovação foi anunciada em maio de 2023 e cobriu a Copa feminina de 2023 e a masculina de 2026. A GlobalData Sport estima o acordo em US$ 40 milhões por ano, segundo a Sportcal.

Em 2026, a rede montou a maior estratégia de marketing para o torneio desde o início da parceria. A campanha, criada pela Wieden+Kennedy, envolveu mais de 110 países. No Brasil, teve o Mc Brasil apresentado por Cafu, copos colecionáveis exibidos nas pausas para hidratação dos jogos transmitidos pelo SBT e o Méqui Fest no aplicativo.

Ian Borden, diretor financeiro do McDonald's, resumiu o resultado em teleconferência de resultados: a campanha deu impulso ao negócio, mas ficou abaixo do esperado, segundo o Inside World Football.

O que a lembrança de marca já mostrava

O sinal apareceu no Brasil antes do anúncio. Na pesquisa pós-Copa da QualiBest, publicada pelo Propmark em 10/08/2026, o McDonald's caiu de 43,1% para 28,0% de associação ao torneio. Saiu do 7º para o 9º lugar.

No mesmo ranking, Mercado Livre (35,4%) e iFood (34,5%) ganharam posições e ficaram à frente da rede. A cota oficial não garantiu a memória do torcedor depois do apito final. O recuo depois do torneio aparece também nos dados de lembrança de marca pós-Copa.

O que muda para quem vende e planeja mídia

A Fifa precisa de outro patrocinador na categoria, de preferência antes da Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontece no Brasil em meados do ano que vem, segundo a Sportcal. Até lá, a categoria de restaurante fica sem dono no torneio.

Para agências e veículos, a leitura é prática. Marca que questiona o retorno de uma propriedade global costuma rever também a ativação local. O dinheiro não some: ele muda de formato e procura entrega mensurável, praça por praça. Quem acompanhar onde a categoria de fast food anuncia nos próximos meses vai saber antes para onde essa verba foi.

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