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Movimento do mercado3 min read

Lembrança de marca pós-Copa: Coca-Cola em 55,8%

Pesquisa QualiBest de julho põe Coca-Cola em 55,8% na associação de marcas ao torneio. A lembrança de marca cai rápido e o áudio some do mapa.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-08-10

A Copa terminou em julho e a conta da memória chegou junto. No levantamento pós-Copa do Instituto QualiBest, com campo entre 24 e 28 de julho de 2026, a Coca-Cola aparece em 55,8% das citações de associação de marcas ao torneio. Em fevereiro de 2026, antes da bola rolar, a mesma QualiBest media 75% em pergunta estimulada.

O top 10 que sobrou depois do apito final

O ranking pós-Copa publicado pelo propmark em 10/08/2026 ficou assim: Coca-Cola (55,8%), Nike (46,3%), Adidas (38,9%), Mercado Livre (35,4%), iFood (34,5%), Betano (29,6%), Brahma (29,2%), Itaú (28,9%), McDonald's (28,0%) e Vivo (24,1%). A onda ouviu 805 homens e 804 mulheres.

A leitura de fevereiro, publicada pelo Instituto QualiBest com mil internautas e campo de 13 a 24 de fevereiro de 2026, trazia Coca-Cola em 75%, Nike em 65% e Adidas em 62%. Em junho, no meio do torneio, a Toluna ouviu 1.050 brasileiros entre os dias 17 e 19 e registrou Coca-Cola em 70%, Nike em 51% e iFood em 50%, segundo o MKT Esportivo.

Lembrança de marca é frequência, não evento

São institutos e métodos diferentes, então os três números não formam uma série estatística. Mas a direção é a mesma: o pico de associação de marcas acontece antes e durante o evento, e recua assim que a mídia para. Quem comprou só o pacote de jogos comprou um pico — não uma curva.

O detalhe que interessa a quem planeja: entre as ações publicitárias lembradas na onda de julho, 40% citaram TV aberta ou fechada e 38% citaram redes sociais. Nenhum meio de áudio aparece no recorte divulgado. Essa é a foto de onde foi a verba de mídia do torneio, e também o desenho do ponto cego.

O que fazer com a janela pós-evento

Agosto e setembro são o período mais barato do ano para comprar frequência publicitária em rádio: a disputa por inventário caiu com o fim da Copa, e a marca que sustentar presença sonora agora chega em 2027 com base de memória construída, não alugada. Vale para as 35 marcas que já usaram o rádio na cobertura da Copa e, principalmente, para as que ficaram de fora do top 10 e precisam recuperar terreno.

O sinal de 2027 já está no mesmo estudo: 64% se dizem animados com a Copa do Mundo Feminina, 38% pretendem acompanhar o máximo de partidas e 35% avaliam ir a estádios. Quem vender cota em janeiro vai vender caro.

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