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Movimento do mercado3 min read

Brasil fora da Copa expõe quem faz marketing em tempo real

A queda do Brasil para a Noruega expôs quem estava pronto: Itaú, Rexona e Vivo viraram a campanha em minutos; o resto ficou mudo. É marketing em tempo real.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-07-06

Em 05/07/2026, o Brasil caiu para a Noruega por 2 a 1 nas oitavas e saiu da Copa. Em minutos, Itaú, Rexona e Vivo trocaram a comunicação. O resto dos patrocinadores ficou mudo. A eliminação do Brasil virou um teste ao vivo de marketing em tempo real — e a maioria reprovou.

O que aconteceu depois do apito

A Rexona, patrocinadora da Fifa, se antecipou: veiculou anúncio na TV aberta antes de o jogo terminar, com a mensagem "não importa o resultado, Rexona nunca te abandona". Cerca de 40 minutos após o apito final, publicou um vídeo com torcedores chorando, segundo o Valor Econômico.

O Itaú, patrocinador da seleção, foi por outro caminho: em cerca de 40 minutos apagou mais de 500 publicações do Instagram e trocou a bio do perfil para "No vazio feito você". A Vivo esperou quatro horas e postou um vídeo de seis segundos em "modo avião".

Até as 23h30, nenhum outro patrocinador havia veiculado anúncio novo. Guaraná Antarctica, Volkswagen, Google, Uber e Sadia — que fizeram ações de expectativa antes do jogo — ficaram em silêncio.

Por que o silêncio custa caro

A verba envolvida não é pequena. A Unilever destinou metade do orçamento anual de Rexona no Brasil à Copa, valor 10% maior que o de 2025. Quem gasta assim precisa de plano para os dois placares.

No rádio, o Mundial também moveu dinheiro. A Rádio Mix fechou cinco cotas master — Superbet, Volkswagen, Burger King, Cielo e Sabesp — para voltar a transmitir a seleção depois de 16 anos, segundo o Adnews. A Volkswagen aparece nos dois lados — patrocínio na Copa no rádio e nas redes — e mesmo assim não reagiu à eliminação até a noite. Sinal de verba planejada só para o cenário de vitória.

O que separa reação de paralisia

A diferença entre virar a campanha em dez minutos e sumir por horas não é criatividade. É preparo. Reagiu quem tinha peça de derrota pronta e leitura em tempo real do que os concorrentes colocavam no ar. Travou quem só tinha roteiro de festa.

Para a agência, a lição é de planejamento de mídia: todo evento de alto risco emocional exige um plano B veiculável e um radar do que a concorrência publica — na TV, nas redes e no rádio — enquanto o jogo ainda rola. A reação das marcas, aqui, foi menos sobre talento e mais sobre quem tinha o painel aberto.

O que observar nos próximos dias

A conta chega no rescaldo: cotas de transmissão e inventário reservados para uma fase final que o Brasil não vai disputar. Vale acompanhar como esses anunciantes remanejam a verba parada — e para quais meios ela migra. Quem já mapeia o patrocínio de rádio na Copa enxerga esse movimento antes de virar release.

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