Jovem Pan na TV aberta: 12 praças em nove estados
A Jovem Pan na TV aberta soma 12 praças em nove estados após estrear em Goiânia, Anápolis, Uberlândia e Maricá. O que muda na verba local.
A Jovem Pan estreou TV aberta em Goiânia, Anápolis, Uberlândia e Maricá e passou a somar 12 praças em nove estados. O grupo que nasceu no rádio agora chega ao anunciante regional com rádio, TV paga, TV aberta e digital na mesma proposta.
O que saiu em 08/10/2026
Segundo o Meio&Mensagem, a Jovem Pan ampliou a operação de TV aberta para quatro cidades: Goiânia (GO), Anápolis (GO), Uberlândia (MG) e Maricá (RJ). Com as estreias, o grupo soma 12 praças em nove estados.
Goiânia (canal 11.1), Anápolis (26.1) e Uberlândia (15.1) entraram no ar em 30/09/2026. Maricá (49.1) estreou em 02/10/2026, segundo a Tela Viva. As quatro cidades somam cerca de 2,9 milhões de habitantes. A chegada a Goiás veio de uma parceria com a TV Goiânia, ex-afiliada da Band.
O avanço começou em outubro de 2025, em Cuiabá. Ao longo de 2026, o grupo chegou a São Paulo, Campinas, Presidente Prudente, Recife, Araguaína, Santo Inês e Manaus.
O que a Jovem Pan na TV aberta muda na praça
Roberto Araújo, presidente do Grupo Jovem Pan, disse ao Meio&Mensagem que a TV aberta era "a janela que faltava" para o posicionamento multiplataforma do grupo, que já operava rádio, TV paga e digital. O argumento dele é de público: no digital a audiência é mais jovem, na TV paga concentra classes A e B, e a TV aberta abre idade e classe social.
Para quem vende mídia em Goiânia ou Uberlândia, isso não é notícia de televisão. É um concorrente novo na mesma reunião de verba local — e com uma marca de rádio no crachá.
Implicação para agências e emissoras
Dois efeitos práticos. O vendedor do grupo passa a entrar na conversa com pacote: spot no rádio, inserção na TV aberta da cidade e digital, num só PI. Para a agência regional, isso simplifica a compra e pressiona o preço do spot avulso.
O segundo efeito é na ponta da emissora independente. O anunciante de Anápolis ou Maricá vira alvo de uma oferta que a rádio local não iguala sozinha. A resposta não é baixar preço: é chegar antes, sabendo quais marcas já compram o intervalo da praça e em que horário. Quem monta plano de mídia sem essa lista negocia no escuro, e a prospecção de anunciantes vira sorteio.
O caminho não é inédito. A Band reorganizou o comando comercial para venda multiplataforma em agosto de 2026, com a mesma tese de vender rádio, TV e digital no mesmo contrato.
O que observar daqui pra frente
Duas perguntas ficam abertas: se as 12 praças serão vendidas em rede ou cidade por cidade — o que muda o custo para o anunciante regional — e se as próximas estreias repetem o modelo de parceria com afiliada local, como foi com a TV Goiânia. Até lá, o inventário de rádio nas quatro cidades continua nas mãos dos mesmos times comerciais, agora com um vizinho a mais na mesa.