Deslocamento ao trabalho volta e o trajeto vira inventário
Deslocamento ao trabalho: 59% de agências e marcas dos EUA voltam ao escritório, o rádio tem 81% do áudio no carro e o Waze ganha voz de podcaster.
O deslocamento ao trabalho voltou para quem compra mídia: nos Estados Unidos, o trabalho só remoto caiu ao nível de antes da pandemia. Em 04/11/2026, dois fatos mostraram quem disputa esse trajeto: o Waze ganhou a voz de uma podcaster e a JCDecaux vestiu o metrô de São Paulo para o GP de Fórmula 1.
O que rolou hoje
O estudo saiu em 02/11/2026 no blog da Westwood One, assinado por Pierre Bouvard, diretor de insights do Audio Active Group da Cumulus Media e da Westwood One. A Advertiser Perceptions ouviu 304 agências e marcas dos Estados Unidos entre 1º e 13 de outubro. 59% vão ao escritório todos ou quase todos os dias, contra 22% em abril de 2022. Só 8% seguem em trabalho totalmente remoto.
O mesmo material cita o Share of Ear do terceiro trimestre, da Edison Research: o rádio AM/FM tem 81% da escuta de áudio com publicidade no carro. O tudoradio repercutiu os números nesta quarta.
No Brasil, o Waze lançou a configuração com a voz de Déia Freitas, do podcast Não Inviabilize, segundo o Meio&Mensagem. Antes dela vieram Milton Cunha, Pabllo Vittar e Gil do Vigor. À tarde, o Meio&Mensagem mostrou o "Grid de Largada" da JCDecaux: oito marcas, entre elas Nubank, Heineken e TIM, na Estação Pinheiros, em Guarulhos e na Avenida Paulista.
Deslocamento ao trabalho: o padrão que se forma
O trajeto virou inventário disputado. O app de navegação vende personalidade de voz, e a mídia exterior vende o caminho até o evento: a JCDecaux diz que 52% dos torcedores chegam a Interlagos pelo sistema de trem e metrô. O rádio entra nessa disputa com o dado de escuta mais forte do carro.
O próprio estudo traz a ressalva: o streaming e o podcast são consumidos sobretudo em casa, por isso ganham menos com a volta ao escritório. Na leitura do SPYADS, isso muda a conversa comercial: quem decide a verba voltou a fazer o trajeto que está avaliando.
Os números são dos Estados Unidos e não valem para o Brasil sem ajuste. O argumento de venda, porém, se aplica a qualquer praça com trânsito pesado: o horário de ida e volta é o mesmo para o consumidor e para quem decide a verba.
O que esperar amanhã
O estudo mostra que a sexta-feira é o dia com menos gente no escritório nos dois grupos. Para quem vende rádio, a leitura prática é concentrar a proposta de manhã e fim de tarde entre segunda e quinta. Vale reler a análise sobre o rádio no carro elétrico e a disputa com o OOH antes da próxima reunião.