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Rádio no carro elétrico tem 42% e OOH disputa a estrada

Edison mede o rádio no carro elétrico com 42% do áudio nos EUA, enquanto Eletromidia mira rodovias e Neooh amplia o Santos Dumont. O que liga os fatos.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-10-29

Em 29/10/2026, o rádio no carro elétrico ganhou número e o deslocamento virou disputa aberta de mídia. A Edison Research mostrou o AM/FM com 42% do tempo de áudio em carros elétricos nos EUA. No mesmo dia, Eletromidia e Neooh anunciaram novos ativos em rodovias e no Aeroporto Santos Dumont.

O que rolou hoje

A Eletromidia levou ao upfront o plano de investir R$ 500 milhões em rodovias. O dinheiro sai de uma joint venture com Motiva e EcoRodovias, que ainda aguarda aprovação do Cade, segundo o Meio&Mensagem. A expectativa é falar com 73 milhões de pessoas por mês em vias paulistas, reportou o Propmark. Alexandre Guerrero, CEO da Eletromidia, ainda prometeu R$ 1 bilhão para digitalizar 100% do inventário em cinco anos.

À tarde, a Neooh venceu três lotes de publicidade da Infraero no Aeroporto Santos Dumont, no Rio. O contrato soma R$ 30 milhões e dura 5 anos, segundo o Meio&Mensagem. O aeroporto recebe, em média, 6,5 milhões de pessoas por ano. Leonardo Chebly, CEO da Neooh, disse ao Propmark que a conquista amplia a presença da empresa no terminal.

Nos EUA, o estudo Share of Ear do terceiro trimestre trouxe o recorte do carro elétrico. Entre quem usa elétrico como veículo principal, o AM/FM soma 42% do tempo de áudio no carro. Na população total, são 53%. O streaming de música vem em segundo, com 22%, conforme a Radio Ink e o tudoradio.

O padrão que está se formando

Os três fatos apontam para o mesmo lugar: a pessoa em trânsito. O OOH digitaliza a estrada e o terminal. O áudio disputa o painel do carro. Segundo a Edison, o veículo responde por mais de um quarto do tempo diário de áudio, em média 1 hora e 4 minutos por dia.

O recorte do elétrico tem uma ressalva honesta: a amostra é de 160 respondentes. Ainda assim, a distância entre 53% e 42% mostra onde está a pressão. A Tesla gastou US$ 650 mil em lobby no trimestre contra o projeto que obriga o AM nos carros. O texto já passou na Câmara americana e espera o Senado.

Para quem planeja mídia no Brasil, a leitura é prática. A oferta de deslocamento cresce em OOH digital, e as concessionárias de rodovia viraram sócias de exibidoras. Nos dados da Edison, o rádio segue como o áudio de quem está no carro, inclusive no elétrico.

O que esperar amanhã

O primeiro marco é o aval do Cade à joint venture da Eletromidia. Sem ele, o inventário de rodovia segue no papel. O segundo é o Senado americano, porque a retirada do rádio de fábrica é a ameaça real ao hábito, não a falta de ouvinte.

Quem vende rádio pode levar esse dado à reunião com anunciante de trajeto: posto, concessionária, seguradora. A ressalva de medição está no post sobre audiência do rádio no carro.

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