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Radar da manhã3 min read

Vivo centraliza marketing de influência sob nova área

A Vivo reuniu comunicação, trade e marketing de influência sob uma só diretoria e escolheu a Pros como parceira. O que muda para quem vende mídia.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-08-19

A Vivo reuniu comunicação integrada, marca, brand relations & influence e trade marketing numa frente única, sob gestão de Renato Winnig, e anunciou a Pros como parceira de relacionamento e influência. O movimento saiu em 18/08/2026, segundo o Propmark. Para quem vende mídia à operadora, o interlocutor mudou de sala.

O que aconteceu

A nova estrutura fica na diretoria de marca e comunicação, comandada por Sabrina Romero. Segundo ela, a meta é que "comunicação, influência e relacionamento deixem de ser movimentos isolados e passem a construir uma mesma história para a Vivo". A Pros assume brand relations & influence, com frentes de PR criativo, inteligência cultural e estratégias de amplificação.

A peça anterior desse arranjo foi montada em janeiro. Em 06/01/2026, o Meio&Mensagem informou a chegada de Renato Winnig para responder por comunicação integrada, marca, PR e trade marketing, reportando a Sabrina Romero — que por sua vez responde a Marina Daineze, vice-presidente de comunicação e sustentabilidade. Winnig passou por Natura e Aramis antes da operadora.

A Velvet, plataforma lançada pela Vivo em 2022, passa a concentrar ações editoriais, relacionamento, conteúdo, experiências, eventos e parcerias.

Por que importa pra quem vende mídia

Em 03/07/2023, o Meio&Mensagem noticiou que a Vivo havia entregue à Spark a gestão do marketing de influência, com a promessa de profissionalizar a relação com criadores de conteúdo. Três anos depois, essa verba deixa de ser conta à parte e passa a dividir mesa com trade marketing e comunicação de marca.

Isso muda a porta de entrada. Enquanto influência, PR e trade eram silos, cada frente tinha seu comprador e seu calendário. Num arranjo único, o plano de mídia da marca é discutido com um mesmo dono de verba — e a disputa interna por orçamento se resolve antes de chegar à agência.

Para quem faz prospecção de anunciantes em rádio, a leitura é direta: pitch de spot avulso perde força diante de um interlocutor que compra presença contínua. Ganha quem chega com inventário que conversa com criador, ponto de venda e campanha ao mesmo tempo.

Olho aberto pra hoje

Duas coisas valem acompanhamento nas próximas semanas: se a Spark segue no arranjo com escopo redesenhado e se outras operadoras copiam a fusão de influência com trade. Vale observar também como a mudança aparece na divisão por meio — o investimento publicitário em rádio responde por fatia pequena do bolo e costuma ser o primeiro item revisto quando um anunciante centraliza decisões.

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