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Radar da manhã3 min read

Investimento publicitário em rádio: 3,2% do bolo em 2026

O Painel Cenp-Meios do 1º trimestre de 2026 deu 3,2% ao rádio e 14,8% à mídia exterior. O que muda no investimento publicitário em rádio.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-08-16

O investimento publicitário em rádio ficou com 3,2% do Painel Cenp-Meios no primeiro trimestre de 2026 — o trimestre em que as 297 agências participantes declararam R$ 5,5 bilhões, alta de 18,3% sobre o mesmo período de 2025. A mídia exterior subiu ao terceiro lugar do ranking, com 14,8% e R$ 827,1 milhões.

O que o Painel Cenp-Meios mostra

A internet concentrou 38,3% da verba, R$ 2,139 bilhões, e passou à frente da TV aberta, que ficou com 31,3% e R$ 1,746 bilhão, segundo o Meio&Mensagem. Depois vêm mídia exterior (14,8%) e TV por assinatura (10,7%).

O restante é o pelotão que os planejadores tratam como complementar: rádio com 3,2%, jornal com 1,1%, revista e cinema com 0,3% cada. Os números saíram em 11/06/2026, em reportagem de Bárbara Sacchitiello, e batem com o comunicado do Cenp sobre o trimestre.

Um alerta de leitura antes de levar esse dado para apresentação: o painel mede o que 297 agências declaram ter investido. Compra direta do anunciante e boa parte da verba regional não entram na conta, então o que o rádio recebe no país não cabe inteiro nesses 3,2%. Mas é o número do Cenp que circula na reunião de planejamento.

Por que o share do rádio importa

A disputa do rádio não é com internet nem com TV aberta. É pela linha complementar do plano de mídia, a mesma que a mídia exterior vem ocupando. Quando o cliente aprova reforço de alcance urbano com verba curta, os dois meios estão na mesma página da apresentação.

A mídia exterior chegou a esse posto vendendo alcance por praça, custo por mil defensável e prova de veiculação em foto. Rádio tem argumento equivalente, e melhor em frequência. O que costuma faltar é a mesma evidência arrumada: quem já anuncia, em qual emissora, em qual faixa horária, com que recorrência.

Para a agência que vende rádio no segundo semestre, a leitura prática é direta. Chegar com o mapa de quem já compra a praça vale mais do que defender o meio em tese. É o mesmo raciocínio que sustenta uma tabela de preços de rádio bem construída: o preço se sustenta quando a prova vem junto.

Olho aberto pra esta semana

O painel do segundo trimestre só sai mais adiante no ano, e é ele que vai dizer se a mídia exterior segurou os 14,8%. Enquanto isso, agosto é mês de renegociação de tabela para o fim do ano. A hora de levar dado de praça para a conversa, não adjetivo.

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