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Ranking de audiência de rádio muda fora do eixo Rio-SP

Florianópolis reordenou o ranking de audiência de rádio no trimestre e o RN debate seu próprio dado nesta segunda. Quem compra praça decide atrasado.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-07-26

O ranking de audiência de rádio em Florianópolis se reordenou no trimestre de abril a junho de 2026: a Regional FM 106.5 segue líder, a Massa FM 97.7 subiu 7,46% e entrou no top 3, e a CBN FM 90.3 cresceu 11,53%. O número saiu na quinta (23/07). No mesmo fim de semana, o mercado do Rio Grande do Norte marcou para esta segunda (27/07) um encontro para ler o próprio comportamento de audiência. Dois sinais da mesma coisa: fora do eixo Rio-SP o dado existe, só não circula no ritmo em que a mídia é comprada.

O que o fim de semana entregou de dado

O Panorama de Florianópolis compara o trimestre de abril a junho de 2026 com o de março a maio, na medição do IBOPE, faixa 05h-00h, FM+WEB, todos os dias e locais. Além de Massa FM e CBN, a Jovem Pan News FM 98.3 subiu 6,98%, a Nostalgia FM 101.3 avançou 5,66% e a Antena 1 FM 92.1 ganhou 4,68%.

Em Natal, a segunda edição do MidiaTalks acontece nesta segunda-feira (27/07), promovida pelo Midiacom-RN e pelo Sinapro-RN. O painel "Inside Audio" será apresentado por Leonam Torres, gerente regional da Kantar IBOPE Media, ao lado de Fernando Morgado, pesquisador e especialista em mídia, e de Felinto Filho, vice-presidente de Rádio do Midiacom-RN.

E no sábado (25/07), o Grupo Bandeirantes divulgou que Rádio Bandeirantes, BandNews FM, Band FM e Nativa FM somaram 22,6 milhões de ouvintes na cobertura da Copa do Mundo de 2026 — balanço do próprio grupo, sem instituto externo citado.

Número nacional é release, número de praça é evento

Os três fatos contam a mesma história por ângulos diferentes. O alcance nacional chega ao planejador como balanço divulgado pela emissora, poucos dias depois do evento. O dado de praça chega em ciclo trimestral do instituto — e, quando o mercado local quer ler o próprio comportamento, em forma de seminário organizado pelo sindicato.

A assimetria não é detalhe operacional: ela define quem entra no plano de mídia. Uma FM que cresceu 11,53% em Florianópolis entre abril e junho só vira argumento comercial quando o comprador lê aquele panorama — e quem compra em São Paulo raramente lê o panorama de Santa Catarina.

O efeito prático é a verba andar pelo caminho conhecido: rede nacional, praça grande, marca já testada. Só que os setores que mais anunciam no rádio — supermercado, varejo, saúde — são exatamente os que precisam de recorte por praça para fechar a conta.

O que observar na segunda

Duas coisas. Primeira: o que o painel de Natal publicar de fato. Se sair alcance e tempo de escuta do RN, vira base rara de negociação local para o segundo semestre. Segunda: se as emissoras que ganharam posição em Florianópolis transformam a variação em ação comercial já nesta semana ou esperam o consolidado seguinte.

Para a agência que compra praças regionais, a rotina útil é chata e funciona: guardar cada panorama trimestral da praça onde você tem cliente e cruzar com o que os concorrentes desse cliente colocaram no ar ali. O ranking mede quem ouve. Só o que foi ao ar mostra quem já está pagando por esse ouvinte.

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