voltar pro blog
Movimento do mercado3 min read

Rádio é o meio mais confiável e trunfo de brand safety

Duas pesquisas colocam o rádio como o meio mais confiável do Brasil: 81% de credibilidade e 62% de confiança em anúncios. O que muda no planejamento.

S
por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-07-04

Duas pesquisas divulgadas nos últimos meses recolocam o rádio no topo da confiança do brasileiro. A Ponto Map mediu 81% de credibilidade para o meio; a Quaest apontou que 62% consideram o rádio o mais confiável para anúncios. Num ano de desconfiança com feeds algorítmicos, credibilidade deixou de ser discurso e virou variável de compra de mídia.

O que as duas pesquisas mostram

O levantamento "Credibilidade das Mídias", da Ponto Map com a V-Tracker, ouviu 2.051 pessoas em todas as regiões do país, com margem de 2,2 pontos. O rádio lidera com 81% de credibilidade, à frente da TV fechada (75%) e da mídia impressa (68%). As redes sociais, apesar de acessadas por 74% dos entrevistados, ficam em 41% de credibilidade — quase 40 pontos abaixo do rádio, segundo a Acaert.

Do lado do anúncio, a Quaest — contratada por Abert, Amirt e Sert-MG — mostrou que 62% dos ouvintes consideram o rádio o meio mais confiável para publicidade, segundo o Meio&Mensagem. Não é a mesma amostra, mas as duas leituras apontam para o mesmo lugar.

Por que confiança importa pra quem anuncia

O dado que agência precisa olhar é o que vem depois do anúncio. Na pesquisa da Quaest, 58% dos ouvintes pesquisaram o produto anunciado, 48% compraram e 41% recomendaram para outra pessoa. E 67% prestam mais atenção quando o próprio locutor lê o comercial, não a gravação.

Isso é brand safety na prática. O anúncio de rádio roda num ambiente editorial conhecido, sem o risco de aparecer ao lado de conteúdo tóxico ou de perfil falso. A credibilidade do rádio contamina a marca: quem anuncia num veículo confiável herda parte dessa confiança. Estudos de mídia já batizaram o efeito de "halo" — e ele ajuda a explicar por que a confiança nas marcas sobe quando elas aparecem no meio.

Implicação pro planejamento de mídia

Confiança vira argumento comercial, mas só resolve metade da conta. A outra metade é competitiva: saber quem já ocupa o horário, com que frequência e quais marcas rivais estão comprando o mesmo inventário. Credibilidade sem inteligência de concorrência é meio caminho.

Para a agência que fecha rádio em 2026, a leitura é direta: o meio tem o ativo mais escasso do mercado — a confiança do público. Falta transformar isso em plano, e plano se faz com dado de quem anuncia onde. A comprovação de que o rádio entrega atenção já está posta; o próximo passo é mapear o tabuleiro comercial.

Tirar dúvida