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Radar da manhã2 min read

Rádio cresce 5,8% em 2025, mas o share cai para 3,8%

O rádio faturou R$ 1,108 bilhão via agências em 2025, alta de 5,8%, mas recuou de 4% para 3,8% de share. Para 2026, 37% das marcas planejam investir mais.

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por Alexandre Donato
SPYADS · 2026-06-20
Rádio cresce 5,8% em 2025, mas o share cai para 3,8%

O rádio brasileiro faturou R$ 1,108 bilhão via agências em 2025 — alta de 5,8% sobre os R$ 1,047 bilhão de 2024 —, mas perdeu participação no bolo de mídia, recuando de 4% para 3,8% de share. O contraste define o ano: o meio cresce em reais e encolhe em fatia, enquanto a intenção dos anunciantes para 2026 aponta na direção oposta.

O que os números de 2025 mostram

Segundo o Painel Cenp-Meios, que consolida as compras de mídia feitas por agências, o investimento publicitário no Brasil somou R$ 28,9 bilhões em 2025. O rádio respondeu por 3,8% desse total.

A leitura combinada é o ponto. O faturamento absoluto do rádio subiu 5,8%, mas o mercado total cresceu mais rápido. Quando o bolo aumenta e a fatia diminui, o meio não está perdendo dinheiro — está perdendo terreno relativo para mídias que captaram a verba nova.

Por que 2026 pode inverter a curva

A intenção declarada dos anunciantes destoa do share em queda. Pesquisa da ISBA com a Ebiquity e a World Federation of Advertisers, citada pelo Blog Nossa Voz, aponta que 37% dos anunciantes planejam aumentar o investimento em rádio em 2026, enquanto outros 40% pretendem manter o nível atual.

O dado fica mais forte na comparação. Na mesma pesquisa, o rádio ficou à frente de busca paga (34%) e de aplicativos mobile (25%) na intenção de aporte. A verba que faltou em 2025 tem endereço declarado para 2026.

O que fazer com esse sinal

Para quem vende ou compra mídia, o intervalo entre share em queda e intenção em alta é uma janela. Se 37% das marcas pretendem subir o aporte, a disputa por inventário de rádio encarece à medida que o ano avança — e quem mapeia primeiro quais anunciantes estão de fato entrando no meio chega antes na conversa comercial.

A pergunta operacional não é "rádio cresce?", e sim "quais marcas estão colocando dinheiro agora, em quais emissoras". Esse é o dado que separa prospecção no escuro de prospecção com lastro.

Veja também: a radiografia da publicidade no rádio de São Paulo em 2026.