Quem anuncia no rádio no Rio de Janeiro em 2026
Quem anuncia no rádio no Rio de Janeiro em 2026: o varejo alimentar leva 28% das inserções e quatro supermercados estão entre as seis maiores marcas.
Quem anuncia no rádio no Rio de Janeiro em 2026 é, antes de tudo, o varejo alimentar: o setor responde por 28% das inserções nas emissoras cariocas analisadas pelo SPYADS nos últimos 30 dias, com Supermercados Guanabara, Rede Economia, Supermercados Mundial e Supermarket entre as seis marcas de maior volume.
O varejo alimentar leva 28% das inserções
No levantamento do SPYADS nas emissoras do Rio analisadas, em janela móvel de 30 dias, 4.034 marcas distintas foram ao ar. O varejo é o maior setor: 12.433 inserções de 163 anunciantes — 28% das inserções com setor identificado. Depois vêm financeiro (4.709), entretenimento (4.547) e alimentos (3.296).
Dentro do varejo, o padrão é supermercado de bairro, não marca nacional. Supermercados Guanabara lidera a praça com 1.739 inserções, seguido de Rede Economia (1.594), Supermercados Mundial (1.028) e Supermarket (944). São quatro das seis marcas de maior volume no dial carioca.
A Rede Economia merece nota: é uma associação de supermercados do estado do Rio, com mais de 140 lojas, e está em 8º lugar entre as marcas que mais anunciam no rádio do país — com quase todas as inserções numa praça só, segundo os dados abertos do SPYADS. Rede associativa compra mídia em bloco: um contrato, dezenas de lojas no ar.
Depois do supermercado vêm crédito, serviço e reposição
O segundo bloco de verba no Rio é o financeiro, com 4.709 inserções: Alamo (1.176), Real Pax (715) e BTG Pactual (637) à frente. Em serviços, a Águas do Rio aparece em todas as emissoras cariocas analisadas — padrão de concessionária, que compra alcance, não horário. A reposição automotiva soma 2.433 inserções entre DRiV (946), Champion (749) e Ferodo (738), as três do mesmo grupo.
Entretenimento é o oposto: 4.547 inserções divididas por 170 anunciantes. Muito nome, ticket pequeno, ciclo curto: casa de show, evento, canal de TV. É volume de prospecção, não contrato anual.
Uma ressalva: a Justiça Eleitoral fez 780 inserções e o setor governo somou 3.018 na janela. Em ano de eleição o setor público infla o ranking e desaparece no seguinte — desconte antes de usar o histórico como base de plano de mídia.
No Rio, a tarde vende mais que a manhã
A distribuição por faixa horária contraria a tabela de preços de muitas emissoras. Na janela analisada, a tarde (12h–17h) concentra 37% das inserções, contra 36% da manhã (6h–11h), 21% da noite e 6% da madrugada.
O Rio é também a praça de maior tempo de escuta do país: 3h59 por dia, segundo o Tudo Rádio na cobertura do Audio Pulse 2026, do Ibope — estudo que aponta 77% de alcance e 3h38 de escuta média nacional, também publicado pelo Grandes Nomes da Propaganda. A demanda do anunciante já migrou para a tarde; quem cobra prêmio só pela manhã precifica por hábito antigo.
Como montar a lista de prospecção de anunciantes no Rio
Comece pelos 163 anunciantes de varejo da praça — é a carteira com maior chance de recompra. A pergunta certa não é "quem tem verba", é qual rede já está no ar na emissora vizinha e não está no seu inventário de rádio. Esse é o lead quente: mesma verba, mesmo público, só falta a oferta.
Depois, compare: o monitoramento de anúncios em rádio dá o share of voice da categoria na praça e mostra em que emissora a marca está — e em que não está. Se você atende anunciante nacional, cruze com quem anuncia no rádio em São Paulo: a lista paulistana é dominada por outros setores. O passo a passo de contato está em como saber quem anuncia na rádio concorrente e em leads de anunciantes de rádio.