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Radar da manhã3 min read

Publicidade local cresce nos EUA e rádio aposta no digital

A BIA elevou a verba publicitária local dos EUA a US$ 184,5 bi em 2026. O rádio fica estável no ar e cresce no digital — o sinal que o Brasil deve ler.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-06-30

A BIA Advisory elevou a projeção de publicidade local nos Estados Unidos para US$ 184,5 bilhões em 2026 — alta de 8,1% sobre 2025. Dentro do bolo, o rádio no ar fica estável e o crescimento real migra pro áudio digital. É o espelho mais maduro do caminho que o rádio brasileiro começa a trilhar.

O que aconteceu

A BIA Advisory Services revisou pra cima sua previsão de verba publicitária local nos EUA, agora em US$ 184,5 bilhões em 2026 (+8,1% sobre 2025). O digital responde por US$ 104,1 bilhões — 56,4% do total — enquanto a mídia tradicional soma US$ 80,4 bilhões.

No recorte de rádio, a leitura é de estabilidade no linear e fôlego no online. Segundo o Radio Ink, o rádio no ar deve faturar US$ 10,08 bilhões em 2026 — alta de 1,8% sobre os US$ 9,91 bilhões de 2025 —, e o rádio digital cresce 5%, pra US$ 2,38 bilhões. Somados, os dois chegam a US$ 12,4 bilhões. A eleição americana ajuda: a BIA projeta US$ 8,4 bilhões em verba política local, com o rádio entre os beneficiados.

Por que importa

O número que conta não é o total — é a composição. A verba que sobe é a digital; a tradicional fica praticamente parada. O rádio no ar não encolhe, mas também não é onde está o crescimento. O delta vem do áudio digital: streaming, podcast e a operação online das próprias emissoras.

Pra agência brasileira, o paralelo é direto. O mercado local dos EUA é o laboratório onde o modelo comercial do rádio se decanta primeiro. A mensagem é seca: a emissora que trata o digital como extensão do dial — e não como linha separada de receita — captura o ciclo. Quem trata como anexo perde a verba pra plataforma de fora.

Olho aberto pra hoje

A publicidade local é, dos dois lados do Equador, sustentada pelo anunciante de bairro: o varejo, o serviço, a marca regional. É exatamente esse anunciante que decide rápido e troca de mídia sem dó. No investimento em mídia no Brasil, o áudio já se espalha por telas — e quem souber ler onde cada marca local está colocando spot sai na frente na hora de renovar contrato.