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Patrocínio máster de bets: 13 de 20 clubes da Série A

Patrocínio máster de bets soma mais de R$ 1 bilhão por temporada em 13 dos 20 clubes da Série A. O que a fila de substituição diz pro rádio.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-09-19

O patrocínio máster de bets sustenta 13 dos 20 clubes da Série A e já soma mais de R$ 1 bilhão por temporada. Foi esse número que puxou o manifesto divulgado por nove federações em 17/09/2026 contra mudanças abruptas na regulamentação das apostas.

O que rolou hoje

O levantamento publicado pelo Meio&Mensagem em 18/09/2026, assinado por Larissa Santiago, mapeou a camisa clube a clube. Das 20 equipes da Série A, 13 estampam uma empresa de apostas na propriedade comercial mais cara do uniforme.

O Times Brasil destrinchou os contratos hoje, 19/09/2026, na coluna de Michaele Gasparini. O Flamengo recebe R$ 268,5 milhões anuais da Betano em acordo válido até 2028. O Corinthians renovou com a Esportes da Sorte até 2029 por R$ 150 milhões fixos por temporada, além de bônus. O Palmeiras tem R$ 170 milhões com a Sportingbet, já contando bônus. A própria Betano detém os naming rights do Brasileirão desde 2024, quando a CBF oficializou o acordo.

Apenas três clubes do levantamento têm patrocinador máster de outro setor: Coritiba com a FoxLux, Bragantino com a Red Bull e Mirassol com a Bebidas Poty. Athletico-PR, Bahia, Grêmio e Internacional aparecem sem patrocinador máster fixo.

Por que o patrocínio máster de bets virou o assunto do dia

A parte que interessa a quem vende mídia não é o tamanho da verba de patrocínio — é a fila de substituição. Grêmio e Internacional encerraram acordos com casas de apostas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e seguem sem máster fixo. O Athletico-PR terminou a parceria com a Viva Sorte Bet em fevereiro. O Coritiba deixou a Reals Bet e só anunciou a FoxLux em setembro. Meses de camisa sem dono é o custo real de perder uma categoria inteira de anunciante.

O movimento já estava em curso antes do debate regulatório: o investimento das bets em TV já vinha recuando depois da Copa. A categoria vem redistribuindo verba há meses, e a camisa foi só o lugar onde isso ficou visível.

Para o rádio, a leitura é direta. Quando uma categoria dominante recua, quem ocupa o espaço não é outra categoria dominante — são três ou quatro anunciantes médios de setores diferentes. FoxLux, Red Bull e Bebidas Poty, os três másters não-bet do levantamento, não têm nada em comum entre si. É esse o perfil de quem compra propriedade grande quando o preço cai.

O que observar na semana

O manifesto das federações coloca o tema na pauta de segunda-feira, e cada clube sem máster fixo é uma negociação aberta agora. Vale montar a lista de categorias que bancavam patrocínio máster antes das bets e cruzar com quem já tem plano de mídia ativo na sua praça — material de construção, bebidas, varejo regional e concessionárias.

O anunciante que avalia entrar em futebol avalia inventário de rádio no mesmo briefing. Quem chega com proposta antes de o clube fechar leva a verba; quem espera o anúncio oficial disputa sobra.

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