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Movimento do mercado3 min read

Investimento das bets em TV cai 34,5% após a Copa

Investimento das bets em TV caiu 34,5% depois da Copa, mostra a Tunad. O ranking de marcas mudou e a carteira de anunciantes de junho envelheceu.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-09-17

O investimento das bets em TV aberta caiu 34,5% nos 39 dias seguintes ao fim da Copa do Mundo de 2026. O dado é de levantamento da Tunad publicado em 17/09/2026 pelo Meio&Mensagem. A categoria não saiu do ar — voltou ao calendário esportivo de sempre, com outro pelotão de marcas na frente.

Contexto: a Copa inflou a base de comparação

Entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, as casas de apostas compraram R$ 234,2 milhões em mídia na TV linear, segundo levantamento da Tunad publicado pelo Meio&Mensagem. Nos 39 dias seguintes, de 20 de julho a 27 de agosto, o mesmo grupo de marcas gastou R$ 153,5 milhões.

A retração não ficou só na mídia comprada. As buscas no Google por marcas como Betano, bet365, Superbet, Betnacional e Sportingbet caíram 11,2% na mesma comparação — de 144,2 milhões para 128 milhões.

O que mudou no investimento das bets em TV

O total caiu, mas a mudança que importa para quem vende mídia está no ranking. Durante a Copa, as marcas que mais investiram em TV linear foram Esportes da Sorte, Betano e BetMGM. Depois do torneio, as três primeiras posições passaram a ser de Bet do Milhão, Betano e Betnacional.

Só a Betano se manteve nas duas listas. Em outro levantamento da Tunad, comparando as Copas de 2022 e 2026, as plataformas de apostas já apareciam caindo de primeiro para segundo lugar entre as categorias que mais anunciaram, conforme o iGaming Business.

Implicação para quem vende inventário de rádio

Para o comercial de emissora, a leitura é direta: a carteira de anunciantes montada em junho não vale em setembro. Quem abriu o pós-Copa ligando para Esportes da Sorte procurou uma marca que saiu do pódio. Bet do Milhão, que não estava no topo durante o mundial, passou a encabeçar a lista.

Vale também a leitura de ciclo. O investimento das bets em TV se move por calendário esportivo, não por trimestre fiscal. O plano de mídia dessas marcas tem picos previsíveis — e vales igualmente previsíveis, em que a negociação de inventário de rádio fica menos disputada e o preço do spot cede.

A camada regulatória anda junto. Desde o credenciamento de influenciadores exigido pelo Conar, parte da verba que ia para criador sem contrato precisa de rota formal — e emissora é a rota mais simples de comprovar.

O que observar daqui para frente

Dois sinais valem atenção nas próximas semanas: se o pódio de setembro repete Bet do Milhão e Betnacional, o que indicaria consolidação, ou troca de novo, sinal de rodízio de verba tática; e se a queda de 11,2% nas buscas estabiliza, já que interesse de marca costuma andar à frente da compra de mídia. Prospecção de anunciantes nessa categoria envelhece em semanas, não em meses.

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