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Movimento do mercado3 min de leitura

Naming rights de arena: o balanço de três anos da MRV

A Arena MRV passou de 2,6 milhões de torcedores, mas a MRV não abre vendas nem awareness. O que os naming rights de arena ensinam a quem vende rádio.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-10-17

Três anos depois do primeiro jogo oficial, a MRV fez o balanço público dos naming rights de arena que comprou em Belo Horizonte. A Arena MRV já recebeu mais de 2,6 milhões de torcedores, mas a empresa não abre awareness, consideração nem vendas antes e depois da inauguração.

Contexto: da camisa do Atlético ao estádio

A MRV estampou a marca no uniforme do Atlético-MG pela primeira vez em 2004. Em 2017, comprou os naming rights do estádio, num acordo noticiado por R$ 60 milhões por dez anos. O primeiro jogo oficial na Arena MRV aconteceu em agosto de 2023, segundo o Meio&Mensagem, que publicou o balanço em 16/10/2026.

Os números de público vêm do clube, não da MRV. Em maio de 2026, a Rádio Itatiaia registrou 2.500.698 pessoas em 83 partidas desde a inauguração, em 27 de agosto de 2023. O levantamento de agosto citado pelo M&M fala em visitantes de 38 países e 2.420 cidades.

O que a MRV mostra e o que deixa de fora

Sylvia Chequer, gestora de branding da MRV, diz que o nome "Arena MRV" entrou no vocabulário cotidiano. A empresa acompanha exposição, alcance, interação nas redes e qualidade das associações. É a régua de mídia, não a de negócio.

O ativo também saiu do estádio. A ativação "Casa da Massa" funcionou quatro dias em Buenos Aires, na final da Libertadores de 2024, com mais de 35 mil pessoas e 142 publicações na imprensa. Em 2025, foi repetida em Assunção, na final da Sul-Americana.

O dado incômodo vem do campo. O Lance! mostrou em 17/06/2026 que a média de 2026 era de 23.669 torcedores por jogo, a menor desde a abertura. Em 2024, ela tinha sido de 33.817. O nome segue no ar; a arquibancada oscila com o time.

Naming rights de arena e quem vende rádio

Naming rights de arena só funcionam se o nome for repetido por quem não é pago para isso. Narração de jogo, plantão esportivo, agenda de shows e trânsito em dia de evento fazem esse trabalho. Maroon 5, Jota Quest e Paul McCartney já tocaram lá, e cada anúncio de show repete a marca.

Para o executivo de rádio em BH, a leitura é prática. Uma marca que mede o naming rights por alcance e lembrança aceita bem a conversa sobre frequência. O argumento é somar presença em programação à exposição gratuita da arena, com prova de veiculação, e não competir com ela.

O que observar daqui pra frente

O contrato de dez anos, se a conta começar em 2017, entra na reta final. A renovação vai dizer quanto a MRV acha que vale ter o nome falado a cada jogo. Vale reler o caso de naming rights de rádio na Festa do Peão de Barretos e o mapa do patrocínio esportivo fragmentado.

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