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Movimento do mercado2 min read

Mídia exterior salta 48,6% e disputa atenção com o rádio

O out of home movimentou R$ 827,1 milhões no 1º trimestre de 2026, alta de 48,6% — quase o triplo do mercado. O recado pro rádio é direto.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-06-28

A mídia exterior movimentou R$ 827,1 milhões no primeiro trimestre de 2026 e cresceu 48,6% sobre o mesmo período de 2025, segundo dados do Cenp-Meios divulgados pela Adnews. Foi quase o triplo da alta de 18,3% do mercado publicitário no agregado — e o recado pro rádio é direto.

O que os números mostram

O out of home consolidou-se entre os três maiores destinos de investimento publicitário no Brasil. O share do meio passou de 10,3% para 14,8% entre os primeiros trimestres de 2022 e 2026 — um salto de 132,3% em quatro anos, de R$ 356,1 milhões para os atuais R$ 827,1 milhões, conforme o Portal Nosso Meio.

A explicação não é só a volta da circulação nas ruas. O motor é a digitalização do inventário: o crescimento do digital out of home (DOOH) deu flexibilidade comercial ao meio e abriu a porta pra dados, geolocalização e integração com estratégias digitais.

Por que isso importa pro rádio

Rádio e OOH dividem o mesmo dilema histórico: são mídias de alcance massivo, mas pouco endereçáveis. Os dois disputam o mesmo orçamento de atenção — aquele que a marca reserva pra impacto amplo, não pra clique direto.

O OOH resolveu metade do problema. Ao colocar telas digitais e uma camada de dados sobre o painel físico, virou um meio mensurável e negociável em tempo quase real. O rádio, que cresceu bem menos no mesmo trimestre, ainda carrega a fama de caixa-preta: a marca sabe que anunciou, mas custa saber quem mais está no mesmo intervalo comercial.

O que fazer com isso

Pra agência ou anunciante que planeja áudio, a leitura é prática. O dinheiro que migra pro out of home não sai do rádio por acaso — vai pra onde existe dado que justifica a verba. Fechar esse gap de inteligência é o que separa o rádio de repetir a curva da mídia exterior.

Quem planeja rádio em São Paulo pode começar entendendo como o investimento em rádio se moveu em 2025: o meio cresce, mas perde share — o mesmo sintoma que o OOH atacou com tecnologia.