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Movimento do mercado3 min read

O mercado publicitário dispara em 2026 e o rádio corre atrás

O mercado publicitário brasileiro subiu 18,3% no 1º trimestre de 2026, puxado por Copa e eleições. Veja onde o rádio entra nessa disputa de verba.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-07-10

O mercado publicitário brasileiro fechou o primeiro trimestre de 2026 em R$ 5,5 bilhões investidos via agências — alta de 18,3% sobre o mesmo período de 2025, segundo o Painel Cenp-Meios. É o maior fôlego do setor em anos, e ainda é só o aquecimento: 2026 tem Copa do Mundo e eleições no mesmo calendário.

O que os números mostram

O dado saiu do Painel Cenp-Meios, que reúne 297 agências. "Foi um trimestre de fôlego para nossa indústria", disse Melissa Vogel, presidente do Cenp. Ela credita o salto ao planejamento antecipado em torno dos grandes eventos do ano.

A previsão de longo prazo confirma a tese. A Dentsu projeta que o investimento publicitário no Brasil vai crescer 9,1% em 2026 — o maior avanço entre os principais mercados que ela acompanha, contra média global de 5,1%, segundo a Exame. O digital puxa a fila, com 68,7% do bolo.

Quem está empurrando o crescimento

O crescimento do mercado publicitário não é homogêneo. A Dentsu aponta bebidas (+10,1%), tecnologia (+10,3%) e o setor de governo e político (+10,1%) como os que mais aceleram em 2026. Não por acaso: são categorias que compram alcance de massa em ano de Copa e urna — e alcance de massa, no Brasil, ainda passa por rádio.

TV e internet seguem com os maiores números de faturamento no Painel. O rádio não aparece no topo, mas está no meio de um paradoxo: o bolo total cresce dois dígitos, então mesmo uma fatia relativa estável significa mais reais absolutos disputados por anunciante.

O que isso muda pra quem planeja mídia

Num ano em que bebidas, apostas e bancos correm para o mesmo inventário de Copa, o diferencial não é gastar mais — é saber onde o concorrente já está. Quem anuncia no rádio, em qual emissora, em qual faixa e com que frequência: essa leitura é a base de um planejamento de mídia que não desperdiça verba.

O superciclo de 2026 vai inflar o preço do inventário conforme a Copa se aproxima. A janela boa pra fechar rádio no público certo é agora, antes de bebidas e finanças ocuparem o horário nobre. Quem esperar o pico paga mais pela mesma audiência.

Pra ver a foto completa da verba por meio, vale cruzar com a perda de participação do rádio na distribuição anual e com o avanço do retail media sobre o budget de áudio.

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