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Movimento do mercado3 min read

Lista referencial de valores vira padrão nacional

O Sinapro leva a lista referencial de valores para uma plataforma nacional. O que muda no orçamento de agência e na disputa por conta licitada.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-08-21

O Sistema Nacional das Agências de Propaganda reuniu em Belo Horizonte, em 20 e 21/08/2026, cerca de 35 líderes associativos de mais de 20 estados — entidades que representam mais de 900 agências. Na pauta do Encontro Nacional das Agências de Propaganda, o item de efeito mais direto no balcão comercial: o lançamento do Sistema Nacional de Listas Referenciais, plataforma que reúne os custos internos de referência usados na montagem de orçamento.

Cada estado tinha a sua tabela

A lista referencial de valores nasceu estadual e assim ficou. O Sinapro-RS entregou a edição 2026 no primeiro dia útil de janeiro, com itens revisados e valores reajustados pelo IPCA, e validade até 30 de abril de 2026, segundo o Coletiva. O próprio texto já avisava: depois de abril, a lista gaúcha sai de cena para a versão nacional unificada.

Em Minas, o Sinapro-MG descreve o documento como "os valores referenciais utilizados pelas agências na apresentação de seus orçamentos", para clientes públicos e privados. Agência associada recebe sem custo. Empresa, entidade pública ou agência de fora paga R$ 1.000.

O que a plataforma nacional muda

A unificação mexe na gramática, não no bolso de cada praça. Itens, nomenclaturas e diretrizes passam a ser nacionais, com autonomia de cada estado para definir os valores conforme a realidade local. Na prática, um orçamento de agência em Porto Alegre e outro em Belo Horizonte passam a listar as mesmas rubricas, com números diferentes.

O peso disso aparece na conta licitada. Hoje, comparar duas propostas com nomenclaturas distintas é trabalho manual de quem julga — e margem para contestação. Linha padronizada reduz o ruído e empurra a disputa para preço e entrega.

O encontro, no prédio novo da Fiemg, também colocou na mesa os impactos da reforma tributária sobre as agências e uma pesquisa sobre o ambiente de negócios da publicidade no primeiro semestre de 2026. O Sistema é formado pela Fenapro, presidida por Ana Celina Bueno, mais 20 Sinapros estaduais e três delegacias regionais.

Implicação pra quem vende mídia

Se o custo interno de planejamento, criação e checagem vira linha comparável em todo o país, a diferença entre duas agências sai da planilha. Passa para o argumento de meio: por que rádio, em qual emissora, contra qual concorrente.

É aí que o plano de mídia precisa vir com prova, não com adjetivo. Mostrar que a marca rival ocupa determinada faixa, com que frequência e desde quando muda o tom da reunião. A mesma lógica vale na prospecção de anunciantes — vale conferir como estruturar isso no mídia kit de rádio.

O que observar daqui pra frente

Dois sinais: a adesão dos Sinapros estaduais à nomenclatura nacional até o fim de 2026 e o que a pesquisa do primeiro semestre disser sobre o faturamento das agências. Se o ambiente vier apertado, a briga por conta pública fica mais dura — e orçar direito vira vantagem.

Tirar dúvida