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Movimento do mercado3 min read

Dia dos Pais concentra a verba do varejo em 7 dias

Pesquisa da Fecomércio MG mostra que 83,5% dos lojistas esperam a compra na última semana. O que isso muda no plano de rádio do varejo local.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-07-26

O Dia dos Pais cai em 09/08/2026, e a pesquisa da Fecomércio MG divulgada em 21/07/2026 traz o número que organiza o calendário de mídia do varejo: 83,5% dos lojistas acreditam que o consumidor vai deixar a escolha do presente para a semana anterior à data. Na prática, a verba de mídia do varejo local se comprime numa janela de sete dias.

O Dia dos Pais nos números de Minas

O levantamento do Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG aponta que 87,5% dos empresários afirmam que a data provoca impacto nas vendas. Entre as empresas impactadas, 43,7% esperam vendas melhores do que as do ano passado, 34,7% projetam estabilidade e 21,6% preveem resultados inferiores.

O gasto é popular. Segundo o Diário do Comércio, 46,2% dos comerciantes estimam um tíquete médio entre R$ 70,01 e R$ 200. Em Manaus, a Fecomércio AM mediu 88% de intenção de compra e apontou a loja física como canal principal para 45% dos entrevistados, conforme A Crítica.

Compra de última hora, tíquete baixo e loja física é o retrato de uma data que se resolve por fluxo, não por consideração longa.

O que o lojista declarou e o que ficou de fora

Perguntados sobre como vão estimular vendas, 26,9% dos empresários citaram promoções, 26,1% disseram que vão reforçar a divulgação nas redes sociais e 23% apontaram atendimento diferenciado. Mídia de alcance não entra na lista.

As três respostas descrevem o que o lojista controla sozinho: a etiqueta, o próprio perfil e o balcão. Nenhuma delas tira alguém de casa. Numa data decidida na última semana, o gargalo não é a oferta — é o lembrete.

Implicação pra quem planeja mídia

Pra agência que atende varejo regional — vestuário, calçados, perfumaria, kits e cestas, categorias que a Fecomércio MG lista como foco de 40,9% das empresas —, o desenho muda em duas frentes.

Primeiro, a curva. Concentrar de 03/08 a 09/08 vale mais do que espalhar quinze dias de baixa frequência num público que ainda não decidiu comprar.

Segundo, o inventário. Se todo o varejo local da praça raciocina igual, a semana de 03/08 vira leilão: o mesmo bloco comercial disputado por supermercado, magazine e perfumaria da mesma rua. Quem fecha inventário agora, no fim de julho, compra em outro preço. Quem liga em 04/08 negocia sobra.

O que observar daqui pra frente

O sinal a acompanhar é a antecipação. Se as redes nacionais e o varejo de departamento entrarem no ar já na primeira semana de agosto, o anunciante local que planejou só a reta final vai disputar atenção com share of voice já formado. Saber quem anuncia no rádio da praça — e desde quando — é o que separa o plano reativo do plano com poder de barganha.

Vale cruzar isso com o retrato dos setores que mais anunciam no rádio: supermercado e varejo já puxam a base o ano inteiro, e data comemorativa só aperta a fila.

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