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Anunciantes de autopeças no rádio: o guia de 2026

Anunciantes de autopeças compram rádio em volume: três marcas de reposição estão entre as dez maiores, com 4.738 inserções em 30 dias, e nenhuma no setor auto.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-10-08

Anunciantes de autopeças são a indústria de reposição, os distribuidores regionais e o varejo de peças — e compram rádio em volume. Nos dados abertos do SPYADS, três marcas de reposição estão entre as dez que mais anunciam no rádio, com 4.738 inserções em 30 dias. Nenhuma delas aparece classificada no setor auto.

Quem são os anunciantes de autopeças que já compram rádio

Nos dados abertos do SPYADS sobre quem anuncia no rádio, em janela móvel de 30 dias, a DRiV aparece em 5º lugar entre as marcas que mais anunciam no rádio, com 1.826 inserções em quatro praças. A Champion vem em 9º, com 1.469, e a Ferodo em 10º, com 1.443.

As três têm o mesmo dono. A DRiV Brasil, braço de reposição do grupo Tenneco, reúne Monroe Amortecedores, Monroe Axios, Ferodo e Champion — suspensão, direção, frenagem e velas de ignição. Somadas, as três fazem 4.738 inserções em 30 dias.

O detalhe que interessa ao comercial está na classificação. Nenhuma das três entra no setor auto do mesmo levantamento, que soma 13.952 inserções e 244 anunciantes ativos: a DRiV aparece sem setor, a Champion em indústria e a Ferodo em varejo. Quem filtra relatório por "auto" para montar lista de prospecção não vê a reposição automotiva.

Por que a reposição sustenta verba de rádio

A frota circulante brasileira chegou a 48,8 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em 2025, e a idade média dos automóveis subiu de 11 anos e 2 meses para 11 anos e 5 meses. Os números são do Relatório da Frota Circulante 2026, do Sindipeças, publicado pela AutoIndústria em 12/05/2026 e replicados pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Frota velha é manutenção recorrente, e manutenção é peça de reposição. É demanda que não depende de lançamento nem de temporada de zero-quilômetro — daí a verba constante, mês a mês, em vez de picos de campanha.

O público também explica a escolha do meio. A própria DRiV descreve a linha Ferodo para "motoristas e profissionais da manutenção automotiva": o alvo é o mecânico, o balcão da autopeças e o dono de oficina, não quem está trocando de carro. Rádio se compra por praça e por faixa horária, e é isso que uma marca de peça precisa — estar presente onde a oficina decide qual peça indicar.

Como montar a carteira de anunciantes de peças

Separe por ciclo de decisão, em três camadas. A indústria de marca nacional (DRiV, Champion, Ferodo e concorrentes diretas) fecha plano de mídia anual, com agência no meio e verba definida meses antes — prospecção longa, contrato grande. O distribuidor e a rede regional decidem na praça, com ciclo de semanas. O varejo de peças e a oficina de bairro compram direto da emissora, em ciclo curto, e é a camada que mais sobra na mesa.

O argumento de venda não é audiência: é concorrência. Mostre à marca o share of voice da categoria na sua praça e quem já está no ar na emissora rival. A pergunta que fecha reunião de reposição é simples — a Ferodo está em quatro praças, a sua está em quantas?

E a lista não sai de um relatório por setor. Sai de busca por marca e por categoria, porque é exatamente aí que o rótulo do setor engana. O monitoramento de anúncios em rádio inverte a ordem: parta das marcas que mais anunciam no rádio na praça e só depois pergunte em que setor elas se encaixam. Para a camada de montadora e concessionária, o caminho é outro — está no guia de anunciantes automotivos.

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