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Rádio híbrido: o dial ganha tela no carro conectado

BYD adota o DTS AutoStage e emissoras de BH e Goiânia entram no rádio híbrido: o painel do carro conectado vira vitrine e devolve dado de escuta.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-08-02

Em 20 de julho de 2026, a Clube FM 96.5 de Belo Horizonte passou a operar no DTS AutoStage. Dois dias depois, a BYD anunciou a mesma plataforma como sistema exclusivo de mídia nos seus futuros carros. No sábado, 1º de agosto, a Positiva FM 99.1 virou a segunda emissora de Goiânia homologada. Em duas semanas, o rádio híbrido saiu da pauta de congresso e entrou na malha de distribuição do meio.

Três movimentos em duas semanas

A Clube FM 96.5 ativou a plataforma em 20/07 e os primeiros dados já indicam escuta concentrada na região Centro-Sul de Belo Horizonte, além de Nova Lima e outros pontos da região metropolitana, segundo o tudoradio.com. A Rede Clube FM Brasil já tinha a Clube FM 105.5, de Brasília, no mesmo sistema.

Em Goiânia, a Positiva FM 99.1 foi homologada pouco mais de um mês depois da Interativa FM 94.9, que entrou em junho de 2026.

A escala, porém, veio de fora do rádio. Em 22 de julho, BYD e Xperi anunciaram a adoção do DTS AutoStage como plataforma exclusiva de mídia nos futuros veículos da montadora na América Latina, Europa, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África. A BYD é a 14ª grande montadora a adotar o sistema, que hoje alcança mais de 16 milhões de veículos em mais de 150 países. O lançamento começa no quarto trimestre de 2026, ou antes.

O dial ganhou uma tela — e um rastro

Rádio híbrido é o FM de sempre somado a dados que chegam pela internet. No painel do carro conectado, o ouvinte passa a ver logo da emissora, identificação do programa e capa da música em vez de quatro dígitos de frequência.

Para quem compra mídia, o ponto não é estético: o meio começa a devolver dado. Belo Horizonte é o exemplo concreto — em vez de tratar a praça como bloco único, a emissora enxerga onde a escuta acontece dentro da região metropolitana. Para a mensuração de rádio, isso pesa: o sinal vem do receptor, não de uma estimativa agregada de praça.

Há ainda o efeito comercial. Um patrocínio de rádio passa a ter presença visual no momento exato da escuta, dentro do carro, sem depender do celular do motorista. É inventário novo em cima do mesmo spot.

O que observar a partir de segunda

Para o plano de mídia de agosto e setembro, isso ainda não muda a compra: a adesão das emissoras é recente e a base de carros compatíveis no Brasil é pequena. O que muda é a pergunta que se faz ao veículo.

Três pontos valem acompanhamento. O ritmo de homologação — Goiânia saiu de zero a duas emissoras em pouco mais de um mês, e Minas Gerais e Distrito Federal já aparecem no mapa. O calendário da BYD: se o quarto trimestre de 2026 se confirmar, o rádio híbrido deixa de ser recurso de carro importado caro. E o mais comercial: quem, dentro das emissoras, vai empacotar e vender essa camada visual.

A régua de decisão do anunciante segue a mesma — quem está no ar, em qual emissora, com que frequência. Vale revisar o passo a passo do plano de mídia para rádio antes de pedir proposta com camada visual embutida.

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