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Monetização de rádio digital: Pix, portal e FAST TV

Zeno.FM cobra em reais, Banda B entra no top 100 do Google e Energia 97 FM dobra a sede: a monetização de rádio digital ganhou estrutura em agosto.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-08-30

Três anúncios de rádio entre 27 e 29 de agosto de 2026 apontam para o mesmo lugar: a monetização de rádio digital ganhou preço, métrica e metro quadrado. Uma plataforma de hospedagem passou a cobrar em reais, uma emissora paranaense entrou no top 100 de domínios de notícia no Google e uma FM paulistana dobrou a sede.

O que rolou entre quinta e sábado

Em 29/08/2026, a Zeno.FM passou a oferecer preços fixos em reais e pagamentos via Pix e Pix recorrente para quem hospeda rádio na plataforma, com desconto de 20% na contratação anual. Segundo Nikols Latuff, Chief Growth Officer da Zeno Media, mais de 300 mil ouvintes únicos sintonizam rádios na Zeno.FM todos os dias. Com o fim da conversão cambial, o custo de colocar uma web rádio no ar deixou de depender do dólar.

Em 27/08/2026, o Grupo Ric divulgou que a Rádio Banda B alcançou a 55ª posição entre os 100 domínios nacionais no ranking Newsdash, com 11,54 milhões de page views e 5,12 milhões de usuários únicos em julho de 2026, pelo Similarweb. O salto "de fora do top 100 para a 55ª posição em seis meses" veio de uma reestruturação de pauta, distribuição e arquitetura de conteúdo, disse Carlos Muller, diretor do Núcleo Digital do Grupo Ric.

Em 28/08/2026, a Energia 97 FM anunciou a expansão da sede na Avenida Paulista: dobra a área ocupada e prepara quatro estúdios híbridos para YouTube, redes sociais, podcasts e projetos de FAST TV. As obras começam dentro dos próximos dez dias.

O padrão que se forma

Os três casos atacam camadas diferentes da mesma conta. A Zeno.FM mexe no custo de distribuição. A Banda B mexe na audiência própria, medida por ferramenta de mercado e não por declaração da emissora. A Energia 97 FM mexe na capacidade de produzir formato vendável fora do intervalo comercial.

Isso conversa com o que a Quaest Inteligência mediu para Abert, Amirt e Sert-MG: 31% dos usuários do YouTube consomem conteúdo de emissoras e 17% dos ouvintes de podcasts acompanham produções do meio. A pesquisa chama isso de Rádio 3.0 — o meio no dial, no streaming, nos apps, nos podcasts, nas redes sociais e no YouTube.

O que muda no plano de mídia

O inventário de uma emissora deixou de caber num mapa de spots. O mesmo anunciante pode entrar no dial às 7h, no corte de podcast à noite e num canal FAST no fim de semana — três entregas, três lógicas de preço, três comprovações diferentes. Para quem monta plano de mídia, comparar duas propostas de rádio virou comparar pacotes com moedas distintas.

Do lado da emissora, a leitura é oposta e boa. Em prospecção de anunciantes, métrica de terceiro pesa mais numa reunião comercial do que número interno. O caminho da Banda B mostra o argumento: seis meses de reestruturação viraram uma posição de ranking que o cliente checa sozinho. É a mesma lógica da mensuração publicitária no rádio que a Abert vem empurrando.

O que observar nos próximos dias

Duas coisas. Primeira: se outras FMs de São Paulo respondem à Energia 97 FM com anúncio de estúdio multiplataforma. Segunda: se ranking de portal entra no mídia kit de rádio como número padrão. A Abert, com Roberto Cervo Melão reconduzido à presidência para o biênio 2026-2028 em 28/08/2026, é quem tende a arbitrar esse padrão.

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