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Movimento do mercado3 min read

Migração AM-FM: 1.257 emissoras já ocupam o dial FM

A migração AM-FM levou 1.257 emissoras ao dial FM, com SP, PR e MG na frente. O que o novo mapa muda no plano de mídia regional.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-09-10

O dial FM brasileiro já absorveu 1.257 emissoras vindas do AM, e a fila ainda não acabou. Levantamento publicado nesta quinta-feira, 10/09/2026, pelo tudoradio.com contabiliza 1.257 estações migrantes ativas em FM. A ABERT registra que, das 1.781 outorgas de rádio AM do país, cerca de 1.720 pediram a mudança de faixa. A distância entre os dois números é a fila que ainda não chegou ao dial.

O ritmo da migração AM-FM virou goteira

A migração AM-FM começou com o Decreto nº 8.139, assinado em 7 de novembro de 2013. Treze anos depois, o processo anda devagar. Entre abril e setembro de 2026 entraram 26 emissoras no dial FM: 5 em abril, 4 em maio, 5 em junho, 6 em julho, 5 em agosto e 1 até a publicação do levantamento em setembro.

Contando outras formas de migração, incluindo ondas curtas, o total chega a 1.266 estações. Menos de cinco por mês. Quem trabalha com planejamento e espera um dial estável precisa recalibrar: o estoque residual vai pingar por anos, praça a praça, sem aviso prévio.

O novo dial está no interior, não na capital

A distribuição por estado desmonta a ideia de que migração AM-FM é assunto de capital. São Paulo lidera com 206 emissoras migradas, seguido por Paraná (154), Minas Gerais (137), Rio Grande do Sul (117) e Santa Catarina (102). Ceará (64), Bahia (63), Mato Grosso (49), Mato Grosso do Sul (46) e Goiás (44) completam o top 10.

Os cinco primeiros concentram mais da metade do total. E são justamente os estados onde o peso do rádio está no interior, não na praça principal.

O que muda no plano de mídia regional

Cada uma das emissoras migradas é duas coisas ao mesmo tempo: um ponto novo de veiculação e um concorrente novo pela verba local. A ex-AM chega ao FM com outro alcance e outra qualidade de sinal, e passa a disputar anunciante com quem já estava no dial.

O efeito prático é operacional. Carteira de anunciantes e mídia kit montados há dois ou três anos estão desatualizados em boa parte do interior de São Paulo, do Paraná e de Minas Gerais. Para quem vende inventário de rádio nessas praças, prospecção de anunciantes sem mapa atualizado do dial vira tiro no escuro: você não sabe quem entrou ao seu lado nem quem já compra spot na emissora da frente. É a mesma leitura que valeu quando o dial FM de São Paulo foi remapeado, agora espalhada por dez estados.

O que observar daqui pra frente

O número a acompanhar não é o total acumulado, é o fluxo mensal por estado. Um trimestre com três ou quatro entradas em Goiás ou no Mato Grosso muda o desenho competitivo daquela praça mais do que qualquer variação de share nacional. Quem revisa plano de mídia por praça a cada semestre já está atrasado nas regiões de fila maior.

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