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Movimento do mercado3 min read

Marcas mais valiosas do Brasil: seis estreantes em 2026

O Kantar BrandZ 2026 trouxe seis estreantes entre as marcas mais valiosas do Brasil. Onde essa verba nova encosta no rádio e quem prospectar.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-08-27

As marcas mais valiosas do Brasil somaram US$ 101,1 bilhões em valor de marca em 2026 — alta de 22% em dois anos. O dado que interessa a quem vende mídia não está no topo da tabela: está nos seis nomes que entraram no ranking agora.

O que o Kantar BrandZ 2026 mostrou

O levantamento, publicado pelo Meio&Mensagem em 24/08/2026, manteve o Itaú no primeiro lugar, com US$ 13.244 milhões e alta de 79%. O Nubank aparece em segundo, com US$ 12.024 milhões e crescimento de 162% desde 2024. A Claro fecha o pódio com US$ 7.421 milhões.

Brahma, Vivo, Bradesco, Skol, Petrobras, Localiza e Antarctica completam o top 10 — e a Skol é a única das dez a recuar, com queda de 15%. Segundo o Propmark, 59% das marcas do ranking ganharam valor entre 2024 e 2026 e 18 delas registraram altas de dois ou três dígitos. O setor de serviços financeiros cresceu 68,7% em média.

Os estreantes no ranking são a pauta comercial

Seis marcas entraram no top 50 pela primeira vez. O iFood chegou direto à 11ª posição, com US$ 2.245 milhões. A Smart Fit ficou em 33º (US$ 760 milhões), o Inter em 37º (US$ 555 milhões), a Stone em 40º (US$ 451 milhões), o Grupo Mateus em 45º (US$ 342 milhões) e a Vivara em 46º (US$ 315 milhões).

Olhe as categorias antes dos valores: delivery, academia, banco digital, meios de pagamento, supermercado e joalheria. É varejo e serviço de consumo direto — o perfil que compra mídia por cobertura de praça e frequência, não por prestígio institucional.

Implicação pra agências e emissoras

Marca que estreia num ranking de valor de marca chega com duas condições simultâneas: verba aprovada e obrigação de defender o salto no ciclo seguinte. É nesse ponto que o plano de mídia costuma sair do digital puro e voltar a testar alcance fora dele.

O contraste com o topo é o argumento comercial. Itaú, Nubank e Claro já têm agência definida, verba mapeada e histórico de veiculação conhecido por qualquer planner do mercado. As seis estreantes ainda estão redesenhando o mix — e nenhuma delas construiu valor com campanha institucional de massa. Pra quem faz prospecção de anunciantes, essa lista rende mais conversa que o top 10.

O timing joga a favor. O ranking saiu em 24/08/2026, com o planejamento de 2027 ainda em rascunho na maioria dessas contas. Depois que a verba trava, o pitch vira lista de espera.

O que observar daqui pra frente

O teste é se o crescimento de 68,7% em serviços financeiros vira presença em mídia de massa ou continua concentrado em performance — Inter e Stone são os dois termômetros mais claros até dezembro. Antes de bater na porta de qualquer uma dessas marcas, vale checar o que ela já está veiculando e em que praça: a diferença entre abordar anunciante nacional ou local muda o pitch inteiro.

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