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Movimento do mercado3 min read

Grupo de Mídia renova cúpula e aposta em mídia como decisão

O Grupo de Mídia de São Paulo empossou nova diretoria com Guilherme Cavalcante e Aline Velha e quer tirar a mídia do operacional, ligando-a a KPI de negócio.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-06-24

O Grupo de Mídia de São Paulo empossou em 9 de junho de 2026 sua nova diretoria, com Guilherme Cavalcante (Wieden+Kennedy) na presidência e Aline Velha (Nubank) na vice. A bandeira do mandato de dois anos é direta: tirar a mídia do papel operacional e tratá-la como disciplina de decisão ligada a KPI de negócio.

Quem assumiu e com qual agenda

A posse reuniu o mercado em São Paulo e formalizou um time amplo de diretores — de Cesar Toledo (Suno) a Renata Andrade (Amazon Ads), passando por Dante Menichelli (TikTok) e Vanessa Gregoraci (CNN Brasil). Segundo o Meio&Mensagem, o mandato vai pelos próximos dois anos.

A prioridade declarada é educação. A gestão quer relançar cursos próprios de planejamento de comunicação e negociação orientada a dado, e firmou parceria de formação — a Martech Academy, com a SoulCode — pra treinar 60 novos profissionais até 2027, conforme a adnews.

O que o estudo "Que Mídia Sou Eu?" revelou

Junto da posse, o grupo apresentou o raio-x "Que Mídia Sou Eu?". O diagnóstico aponta juniorização das equipes, lacuna de formação de qualidade e um descompasso de competência: o profissional jovem domina ferramenta nova, mas patina em fundamento e planejamento de longo prazo.

Traduzindo pra rotina: muita gente sabe operar a plataforma, pouca gente sabe defender a verba. É exatamente o gap que separa mídia "operacional" de mídia "decisão estratégica" — a virada que a nova diretoria colocou como meta.

A parte que não subiu ao palco: o dado por trás do KPI

Reposicionar mídia como decisão de negócio depende de algo que o discurso de posse não detalhou: dado granular por veículo. Em digital, o planejador tem métrica de sobra. Em rádio, ainda decide quase no escuro — sem visão clara de quem anuncia onde, com que frequência e em qual emissora.

Sem esse lastro, "mídia ligada a KPI" vira slide. A agência que atende varejo ou bebida em São Paulo sente isso na hora de justificar rádio no plano: o alcance está lá, mas falta a inteligência competitiva que vira argumento. É a mesma lacuna que tratamos em rádio no escuro frente à mensuração de Netflix e YouTube.

O que observar daqui pra frente

Dois sinais valem o acompanhamento: a atualização do Mídia Dados Brasil prometida pela gestão, e se os novos cursos de fato endereçam planejamento de mídia — não só ferramenta. Se a virada para "mídia como decisão" pegar, a pressão por dado por veículo cresce, e o rádio é o meio com mais terreno a recuperar.