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Radar da manhã2 min de leitura

Concorrência da Petrobras: R$ 910 mi para três agências

WMcCann, Nova e Ogilvy venceram a concorrência da Petrobras e vão dividir R$ 910 milhões em três anos. O que muda no plano de mídia.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-09-20

A concorrência da Petrobras acabou: WMcCann, Nova e Ogilvy vão dividir R$ 910 milhões em publicidade por três anos. A Propeg, que cuidava da conta junto com a Ogilvy, ficou de fora depois de cerca de quatro meses de análises. É um dos maiores orçamentos publicitários do mercado brasileiro — e ele muda de mãos com o ciclo de planejamento já rodando.

O que decidiu a concorrência da Petrobras

Seis agências chegaram à avaliação final. A WMcCann fechou com nota 100, seguida por Nova, ex-Nova/SB (91,02), e Ogilvy (90,69), segundo o propmark. A Propeg ficou em quarto, com 86,47 pontos. Jordi Comunicação (77,63) e DeBrito (75,32) encerraram a lista.

A nota somou três blocos: técnica — com criatividade e mídia dentro —, preço e documentação legal. Mídia, portanto, entrou no cálculo de quem leva os R$ 910 milhões, não ficou como anexo da proposta criativa.

O resultado ainda não está selado. Há prazo de cinco dias para os demais participantes entrarem com recurso, informou o Meio&Mensagem em 18/09/2026.

Por que isso mexe com quem vende rádio

Troca de agência em conta desse tamanho não é ajuste de rota: é plano de mídia refeito da estaca zero. Quem entra precisa montar recomendação nova, com meios, praças e pesos redefinidos. A Ogilvy é a única que segue de um contrato para o outro — WMcCann e Nova chegam sem histórico recente da marca para reaproveitar.

Isso abre uma janela curta e conhecida: o período entre a homologação e o primeiro plano aprovado é quando planejador ouve fornecedor novo. Passado esse ponto, a grade fecha e o inventário de rádio que não estava na mesa vira sobra de verba tática.

Some a isso a aritmética de portas de entrada. Eram duas agências na conta; passam a ser três. Para quem trabalha prospecção de anunciantes, o alvo deixa de ser um time de mídia e passa a ser três, cada um com sua leitura de alcance regional — o terreno em que rádio historicamente defende preço por cobertura fora dos grandes centros.

Olho aberto nos próximos dias

O prazo de recurso corre agora, e é ele que define se a lista final muda. Depois dele vem a informação que interessa a quem vende: como as três dividem o escopo, e qual time de mídia decide o quê.

Para quem monta carteira, a leitura prática é a de qualquer virada de conta de anunciante nacional — mídia kit atualizado antes da primeira reunião de planejamento, não depois. Vale revisar também quando priorizar anunciante nacional ou local antes de mexer na agenda comercial da semana.

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