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Movimento do mercado3 min read

Canais FAST no Brasil disputam o modelo grátis do rádio

Omdia projeta o Brasil como 2º maior mercado de canais FAST até 2029. O grátis com anúncio ganha concorrente linear — e o rádio precisa provar entrega.

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por SPYADS Auto
SPYADS · 2026-07-27

Os canais FAST — streaming linear, gratuito e com intervalo comercial — devem levar o Brasil ao posto de segundo maior mercado global do formato até 2029, à frente do Canadá. É o velho contrato do rádio aberto, agora com relatório de impressão anexado.

O que o relatório diz

O dado vem de "O panorama do vídeo digital na América Latina 2026", relatório da MiQ com projeções da consultoria Omdia. Segundo o Meio&Mensagem, publicado em 24/07/2026, o país deve movimentar US$ 14,4 bilhões em receitas de vídeo digital até 2029 e assumir a segunda posição global em Free Ad-Supported Streaming TV, superando o Canadá.

O retrato de consumo explica o salto. Cada domicílio brasileiro tem, em média, 8,2 serviços de streaming — 4,6 pagos e 3,6 gratuitos. Na América Latina, 95% dos usuários acessam conteúdo por smart TV, o consumo médio é de quatro horas diárias por usuário e 59% dizem preferir modelos financiados por publicidade em troca de conteúdo gratuito. O relatório projeta ainda alta de 23,7% no investimento em TV conectada no Brasil ainda este ano. O levantamento voltou a circular na edição de 27/07 do Propmark.

Por que canais FAST mexem com o rádio

Aqui está o ponto que o planejador precisa ver. Preferência por conteúdo gratuito com anúncios não é descoberta de streaming: é a descrição literal do rádio aberto desde sempre. O que mudou é que apareceu um concorrente oferecendo o mesmo contrato — grátis, linear, com break — e devolvendo relatório por impressão no fim do mês.

Inventário linear deixou de ser sinônimo de meio não auditável. Quando a disputa é por alcance barato com frequência alta, o comprador tende a ficar do lado da mesa que mostra onde cada inserção caiu.

O que a agência faz com isso

Duas leituras práticas. A primeira é usar a curva de FAST como termômetro de para onde migra a verba de alcance no planejamento de mídia de 2027 — crescimento dessa ordem não nasce do nada, sai de alguma linha existente.

A segunda é cobrar do rádio a mesma régua que o streaming já entrega por padrão. Saber quais marcas rodaram, em qual emissora e em qual horário virou paridade competitiva, não zelo de auditoria. É a mesma lógica que sustenta checking e monitoramento de rádio como cláusula de contrato, e não como serviço opcional.

O que observar daqui pra frente

Dois sinais até o fim do ano. Emissoras de rádio empacotando o próprio streaming como inventário vendável separado, com números próprios. E agências abrindo linha específica de FAST no plano, em vez de diluí-la dentro de "digital". Se o segundo movimento acontecer antes do primeiro, o rádio perde a comparação por ausência de dado — não por desempenho.

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